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terça-feira, 13 de setembro de 2011

gosto




Ás vezes espanta-me o meu gosto. Não por ser divinamente apurado, refinado ou simplesmente bom, que, mesmo não o sendo, gostos, efectivamente não se deveriam discutir. Não. Espanta-me por sempre me agradar.
Não há escolha material ou artística consciente e mediamente ponderada que não seja do meu agrado. Mas o espanto não vem desta mediocridade de escolha. O espantoso está na contínua intensidade do agrado.
Poderá até haver quem diga que, tudo isto, é uma falta de personalidade artística de extremo bom gosto.



segunda-feira, 5 de setembro de 2011

pegamonstro



 - Há uma semana, quando voei daqui, tinha os mesmos planos de agora, menos um ou dois desejos e algumas vontades não avaliadas.

- Que esperavas? Discutir os segredos da vida? Conversar o mundo num copo? Nadar em pensamentos absurdos e rires-te de tudo isso? Era isso que esperavas?
- Erradamente, nunca me apaixonei por um estranho... é que é no desconhecido que reside grande parte do sucesso. Seja como for, apesar de nada esperar, apenas por não pensar no que espero, confirmo: tenho uma enorme falta de personalidade linguística!
- Afrodisíaco? Afrodisíaco é quem está ao teu lado.



quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Paz Interior



Não se sabe bem porquê mas está lá, presente em cada mais momentos do que desejaríamos, num (aparente) infinito eco de pequena dimensão, que mói... que insiste... que repete e repete e, repetidamente, paira sobre nós entranhando-se numa incómoda voz omnipresente.
Depois, o tempo passa e a loucura aumenta, espalha-se, entranha-se ainda mais e corrói o que falta roer. Agora, a normalidade é ouvir e o estranho é o silêncio.
Somos mesmo aquilo que desejamos ser: aquilo a que nos propomos, não pelo que nos precisamos de convencer, porque nem sempre é o que queremos, mas pelo que sabemos que queremos.
Já sei!
E numa chegada: o silêncio...
Já sei!
E num pensamento: o silêncio?!
E as cores do mundo são diferentes, onde os únicos tons de cinzento são uma névoa que paira, que flutua, ora mais leve que o ar, ora, por vezes (raramente), mais pesada. As vozes imperceptíveis, são agora sopros de suspiros airosos que não sabem roer, porque não têm corpo nem voz.



terça-feira, 23 de agosto de 2011

Subconsciente




É pelo nosso próprio sono que o subconsciente não nos deixa dormir. Fala-nos em susto, grita-nos em silêncio de caras tapadas e rosna-nos ao pasmo.
Eu, que não me lembro da última vez que sonhei, que me canso do mundo para não sonhar, que tenho medo dele e o torno alcoólatra para que durma, sorrio ao mundo a preto a branco. Nos meus não sonhos de não sono, ainda sou bicho. Lavo-me em formato esquizo de pensamento dividido, unilateral, comunicando sem ser comunicado.



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FooOool.e




Ás vezes apetece-me comprar um bandoneón só para ter o prazer de o desfazer em pedaços de pontapés musicais, a um murro por oitava!
Uma simples ideia, é quanto basta para destruir o pensamento. Por sua vez, muitas outras vezes, um pensamento, é quanto basta para fazer surgir uma ideia.
Uma lagarta concertina de raciocínio que dá vontade de bater só por ousar alterar-me o ritmo cardíaco!
O pior suplício do homem, é uma espera e a pior categoria em que se pode alguma vez encaixar, é o cinzento.



terça-feira, 21 de junho de 2011

Sebe




Assim que acabo de escrever, não me lembro do que escrevi e é apenas quando releio que me lembro do porquê de o ter escrito. Ás vezes, a meio do que escrevo, esqueço-me de tudo, depois, lembro-me da razão pela qual escrevo. Fosse eu outro e não escrevia. Tivesse eu tempo e vivido e certamente não teria escrito, mas só escrevo por viver e por um dia ter vivido qualquer coisa que valesse a pena escrever. Exprimo-me em letras, mas sou tímido, matreiro e desconfiado e por isso, as minhas letras não se percebem e, ainda mais por isso, tento que ao menos, já que não se percebem, que sejam bonitas de se ler e de se ouvir quando as dizemos a nós próprios, murmurando a sua leitura e respeitando as minhas pausas. Esta é a minha única regra e exigência: as minhas pausas. As longas, as curtas e as sem tempo, que ficam... no ar, a pairar, sem tempo, desconectadas e já sem sentido, como este, um daqueles momentos em que já não me lembro do que escrevi e só relendo me volto a lembrar do porquê de o ter escrito: Já tudo é demasiado fácil à nossa volta: o mundo é demasiado fácil, não se compram puzzles nem se percorrem encruzilhadas. Os meus labirintos correm o risco de ser só isso: uma mancha verde ao longe, elogiada raramente por quem gosta do som murmurado de um quebra cabeças mas que certamente não o percebe. Se perceber, que duvido, perceberá que me exprimo em letras, que não sei sequer falar, ou se gosto da minha língua. Gosto mais de corpos e de escrever sobre eles e... eis que surge mais uma sebe.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Planet of Women





The two headed ladies said I couldn't land my ship.
I said "it will only take a minute".

- well, she said
- what's in it ?
- oh, I don't know, just some weird shit
- OK.

when I got to the surface there were women everywhere
-Hey, how you're doing?
and all the men were slaves, they had us all dressed up in chains
-uh, look at that one!
and there was a queen.
she had her own... dressed up in black.
-come back here Sam!
Her name was, I Like It Like That, queen I Like It Like That.
And fell in love with the leader from the underground he said he'd set me free.
But when I fell asleep he stole the keys and slit the scene.
I guess I'll never learn. No I'll never learn.
Fags in drag no matter were i land,
I get burned, so burned

It's hard living on a planet of women.
Gonna walk to the river and throw myself in it.

-Bye Bye.





quinta-feira, 28 de abril de 2011

ouço um barulho... são grilos a cantar ou dentes a ranger?

Artista Convidado #7

Naquele piso, cheirava a polvo de morrer para o lado. Fiquei sem gás em casa. Partilhando (em conversa, que sozinho já é algo difícil de suportar) um duche de água fria, chegámos ao culpado:

- Estava aqui a tentar fazer uma ligação genial do caso do gás com o suspeito cheiro a polvo, mas não consigo… se calhar foi o Paulão do 5º esquerdo, na esperança que lhe peças para tomar banho em casa dele..
- Eu acho que me puseram a válvula para dentro, mataram um polvo que estava nos arrumos e esconderam-no no respiradouro do corredor. Se pensares bem, assim bate tudo certo. Só falta descobrir quem foi... Curiosamente, já vi um Paulinho a rondar a área do elevador, mas não sei o andar dele (refiro-me à casa, o outro acho era... funny) e fiz questão de carregar no botão só depois de ele sair...
- Watson, não estás a fazer a ligação entre os dois acontecimentos… Vou-te explicar: o funny-walking-paulinho foi atacado pelo polvo (ele no principio até gostou, mas o vácuo dos tentáculos assustou-o) e houve uma grande briga. Na discussão, o paulinho atirou o polvo contra o contador do gás (se lá fores ainda estão lá os restos de coentros e arroz) e, infelizmente, polvo e válvula sucumbiram ao traumatismo. Paulinho, em pânico, não sabia o que fazer e escondeu-o no respiradouro do corredor. Quando o viste, ele já tinha as mão sujas de azeite, mas ainda estava indeciso em deixar lá o corpo ou não. O andar esquisito foi causado pelo vácuo... Elementar.



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Polícia Sinaleira




não parecia ser um dia diferente de todos os outros dias, até se aperceber da diferença para todos os outros. dias. uma qualquer coisa de estranho na ausência de movimento na rua: sem carros. Não havia carros porque não havia pessoas e, mesmo assim, resolveu ir trabalhar. Chegou mais rápido do que o normal porque não havia carros. Afinal, não havia pessoas mas, mesmo assim, parou em todos os sinais e semáforos vermelhos. Telefone. Ninguém atende porque não há ninguém para atender por isso também ninguém telefona e lembrou-se que tinha fome, mas sem pessoas, não havia comida.
Passou uma semana a chover guarda chuvas fechados. Quando voltou a fazer sol, não resistiu a andar nu pela cidade. Andar nu pela grande avenida era uma sensação de liberdade que nunca antes tinha experienciado. Era mais do que a de um apartamento de persianas corridas, mais do que a de um terreno privado no meio do campo e ainda mais do que a de uma praia aparentemente deserta.
Cada dia que avançava, avançava mais uma rua. Andava mais. Despido como a cidade, sem carros nem pessoas porque não havia mais pessoas nem havia mais cidade. Não existia o mundo. Só existia a pele de sexo caído e livre, a passear pelo nada e o silêncio.
Quando deixou de contar os dias, de se importar com a roupa, quando deixou de ir trabalhar, mesmo sem carros nem pessoas, a caminho de casa, no meio do cruzamento sem carros, a dirigir o trânsito imaginário, estava ela. Toda nua e a sorrir disse-lhe, Bom dia! e o mundo da manhã seguinte voltou aos carros e ás pessoas e o telefone tocou porque estava atrasado e tinha sido despedido porque fazia um mês que não ia trabalhar.



terça-feira, 5 de abril de 2011

a gota de água



Este vai sendo o meu espaço, o rascunho de uma nova vida de onde não se vê nem ouve o mundo. Esta, é a minha casa, é o meu não alimento que masco a muito custo, que me doí a engolir e bebo e caio e levanto-me e bebo mais e fujo: devagar: longe: na cama aqui ao lado. É aqui que me lavo, a mim e à minha roupa, que a apanho e estendo, mas não é aqui que tento tratar de mim, porque tudo isto, podia ser tudo, que é... podia ser pior, que não pôde, mas foi: encontrei, nisto tudo, umas cuecas. E, naquele dia, podia ser tudo!... menos  aquelas cuecas!


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Palavras





- Decepou-me a respiração!, reiterou a criada.
A chuva continuava a recrudescer sobre a efígie estóica da sentinela.
Perscrutei os presentes.



domingo, 27 de fevereiro de 2011

Falta! De? Sanidade!




(estava tão bem na minha casca...)

- Olha, se fossemos cavalos em qual apostavas?
- Não sei, mas aos 30 peço-te em casamento!
- Estás mais magra. Deixei-te sopa e um bife.
- Não percebes que não se muda porque se deseja... no entanto é preciso desejar para mudar.
- Comprei-te crepes... Ah e depois dá-me a tua chave que eu chego mais cedo.
- Vemo-nos antes amanhã   (hoje bailamos?).
- Claramente não entendeste.
- Pois se calhar não...
- Eu apostava no que relinchasse menos.

(procura a tua casca!
cola a casca!
onde está a minha casca!
cola a casca! cola a casca! cola a casca! cola-te a casca! cola-te casca!)


terça-feira, 19 de outubro de 2010

e estro?

escrevo escrevo escrevo
                                     e apago,
escrevo escrevo escrevo
                                     e rasgo,
escrevo escrevo escrevo
                                     e risco,
escrevo escrevo escrevo
                                     e branco,
escrevo escrevo escrevo
                                     e nada,
escrevo escrevo escrevo
                                     e lixo,
escrevo escrevo escrevo
                                     e desenho,
escrevo escrevo escrevo
                                     e escrevo!
escrevo escrevo escrevo
                                     e repito...



domingo, 10 de outubro de 2010

10.10.10




A perfeição é transparente.




segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ensinamentos da vida


Ensinamentos da vida: Burro velho não aprende línguas: perde-as.
Olhando-me ao espelho, reparo que há sempre uma face mais iluminada do que outra. Geralmente, a que está do lado da janela.


Ensinamentos da vida: Não se compram bolos ao Domingo.
Os meus sapatos nunca acabam iguais. O direito, estraga-se duas vezes mais depressa do que o esquerdo.


Ensinamentos da vida: Os problemas dos outros perdem sempre dimensão face aos nossos. 
Mais: pior do que andarmos chateados, é sermos os únicos a sê-lo. Pior ainda será não termos razão, embora saibamos que, sempre que assim o é, nunca o admitimos. Só um chalupa pode admitir tal confissão por não temer o abandono físico e a repressão pela não razão.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Incapacidade mental de uma mente capaz:



Não penses num elefante!






Que estás a pensar?







quarta-feira, 21 de abril de 2010

Vago

No silêncio voltam as palavras. Volta o Gin. Voltam as vozes e volta o imaginário, mas pela primeira vez, preferíamos não voltar a escrever.
Na banalidade do nada quase perdemos tudo e não é um recado a quem não ouve nem uma lição de quem não sabe. É apenas a grande ausência de uma consciência entre muitas inconsciências de tudo. É uma trégua farta, um cansar de rastos, um esgotar exausto e um gritar insonoro. É um pedido de ajuda e um esticar de mão. Uma bóia para quem não nada e um tónico para quem não dorme...
Se o vago é vagamente incompreendido, o concreto não chega.
.Não percebo...
,Nem eu...
Deixamos estragar o que não se aproveita e deitamos fora só porque já não serve. Mas o mundo não é verde e a reciclagem só é tricolor. Quando a é. A sucata está cheia e fazemos mais lixo do que nós. Crescemos os sujos que se limpam a toda a hora. Crescemos iguais e somos a moda. Vemos por um canudo alheio a vida dos outros e inspiramos o pútrido ar da regeneração.
.Continuo sem perceber
,Nem eu...
Vivemos para o amor e amamos o nada. Queremo-nos a nós de uma garfada e aos outros em degustação. Sorvemos a vida num beijo para fechar os olhos ao impossível.
,Lutemos então!
.Reciclemos.
De Gin ou de bóia, diferentes ou na moda, não importa!
Desde que não vagueemos. 

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Distribuição (mais do que) normal


É tudo uma questão de estatística, mas não há probabilidades garantidas. Vai do 1 ao 99% e fica o 1% (para cima e para baixo) a prever os casos... especiais.


Cuspir num homem é 96% certo de ser retribuído por um murro na cara. Numa mulher, 99% certo de levar, pelo menos, um estalo (bem dado) nas trombas com a mão mais anelada. Caso especial: estupefacção e outros cuspos.
Existe 1% de hipóteses de comer peixe fresco à 2ª feira. Caso especial: pescar o próprio peixe e pescadores em tempos de crise com mais de 5 filhos abaixo dos 12 anos.
A probabilidade de beber um café e este ter vindo do Brasil é de 61%, no entanto, se estivermos na Alemanha, existe a mesma mas de ter vindo da Colômbia. Caso especial: não beber café ou este vir do Vietname.
Hoje há 20% de hipóteses de chover. Caso especial: chover.
Em todo o mundo, com 99% de certeza, no último minuto caíram 6000 raios na terra. Caso especial: Feriados e mudança da hora.
77% de todas as estatísticas têm a ver com tabaco. Caso especial: As que são sobre cancro do pulmão.
85% das mulheres usa o número de soutien errado. Caso especial: hippies.
91% dos homens solta uma flatulência silenciosa em público, sempre que pensa que ninguém a vai ouvir. 43% acha que não vai cheirar. Caso especial: Homens após uma proctoscopia e transexuais.
89% das estatísticas oficiais são fidedignas, escrupulosas e baseadas numa amostra credível. Caso especial: osmeusamigosimaginários.


Azar? Azar é ter uma estatística baixa.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Hermaphroditus


Era uma vez o Hermes. Olá Afrodite, coisa tal, vamos só ali atrás e... já está!
Era uma vez o Hermaphroditus. Rapaz esbelto, de um porte invejável, com uma face apenas possível de descrever por Bocage em seus poemas. Um deus.
Ora uma tal de Salmacis, afeiçoou-se loucamente pelo nosso rapaz, que transpirava lascívia, sendo portanto compreensível tal rendição aos seus naturais encantos. Pensando de forma contrária, e sendo o nosso rapaz, daqueles às direitas, este, pediu à senhora para ir polir a estátua de Mercúrio ao templo mais próximo, antes que a sua paciência divina se esgotasse. Vendo-se livre de tal impertinência, foi tomar um banho. Eis que, surpreendido por detrás, Salmacis envolve o seu corpo no do nosso jovem Hermaphroditus, afagando-se a ele, beijando-lhe o peito vigorosamente, oferecendo-se numa tamanha luxúria que deixou o rapaz perplexo. Antes que este emitisse qualquer palavra, Salmacis implorou aos deuses que os dois não mais se separassem.
E parece que assim foi. Não sei se os deuses perceberam mal o que a senhora queria mas, sabe-se que seus corpos tornaram-se num só e o nosso rapaz, coitado, só porque não estava na onda daquela senhora, tornou-se no primeiro intersexual da história.
Toda esta introdução porque, recentemente, lemos que a Lady Gaga tem uma pila. Os fãs mais aguerridos, estarão neste momento a fechar o browser comentando, só agora?
Ora se tem uma pila, sendo uma lady, é portanto uma hermafrodita.
Primeira dúvida de muitas: será mais correcto dizer umA ou UM?
A história diz-nos que, inicialmente, será um. Mas depois do ‘um’ ter sido agarrado por detrás, parece-nos que umA estará um pouco mais correcto.
Uma outra dúvida ocorre-nos. Será possível ter sexo com “ela” própria? É que isto eleva a masturbação a um outro patamar.
Algumas mentes mais conservadoras, de bases cristãs mais sólidas, estarão certamente a indagar-se sobre esta mesma masturbação sem preservativo. Será possível engravidar-se a ela própria?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Artista convidado #5

WIRE-mycoconuts-LESS

ALDEIAS - How come I end up where I started?
 - Da próxima vez tenta virar à esquerda... e não é uma metáfora política
A. - Estava aqui a ler... anda um poeta feito
 - é... o verdadeiro. O original, que escreve mas não tem dinheiro para o pão. Dos que encanta as mulheres com as palavras, mas vê as mesmas entrarem nas carruagens de mais cavalos.
A. - não percebi a dos "mais cavalos"
 - ...
 - "Aaai! Dizes-me coisas lindas mas eu bou dar uma bolta no carro daquele". Poeta.. século passado... carro... carruagens... Não?
A. - aahhh. Pois.
 - Onde anda o Aldeias genial que conheço?
A. - meio adormecido.
 - Onde anda o fritado da cabeça que faz uns rissóis literários em óleo retrasado que são um mimo!
A. - mas olhe, se vão por aí... não serve!
 - Pois... prefiro conquistar por outras coisas. Como o meu extraordinário, avantajado-que-até-chega-a-doer-(dizem) mas perfeitamente mediano, pénis.
A. - O Bica também me disse que te admirava por isso... Mas diga-me, como anda?
 - Bem... mudei-me.
A. - Então?
 - telefonaram-me e disseram: "my big stallion, pega na tua carruagem e dirige-te para aqui!
A. - ?
 - E eu pus a mão no baixo ventre e lá fui
A. - Vais procriar para o exército?
 - Não me apetece falar da minha vida pessoal contigo... podemos antes voltar ao assunto do baixo ventre?
A. - muito bem... perguntar não ofende.
 - Olha, que pensas tu de 'amor e uma cabana'?
A. - barraca de cocos
 - Amor, uma cabana e um canudo na mão para matar os mosquitos.
A. - Também tenho esse ideal de vida. Mas não no Brasil. Caraíbas... algures.
 - ôi... sou mésstrádo ein telecumunicaçõies maiss tênho uma barraca dji côcos.
A. - engenheiros fazem tudo!
 - Barraca de côcos wireless! Não.. .espera.. WIRE-mycoconuts-LESS!
A. - pronto então, depois trata de pôr isso em bolsa para eu comprar uma ou duas acções.
 - Até te propunha sociedade mas como és mais caraíbas....
A. - Só se fizermos um franchising!
 - WIRE-mybrasiliancoconuts-LESS e WIRE-mycaribeancoconuts-LESS ?
A. - Genial! Temos negócio!
 - bumba!
A. - Mais uma vez os meus parabéns. Se escreveres um livro, compro.
 - Então já são 5 a comprar, com a minha família incluída.
A. - Mas tem que ser fininho... nem muito caro.
 - Pois.. o problema é que provavelmente quem o compraria, seria a quem eu faria questão de oferecer...
A. - Tens razão. Vais morrer pobre.
 - MAS FELIZ!
A. - É isso, camões da era moderna!
 - em que o moderno é só não ter a pala... gosto!
A. - ...
 - Posso ser antes o Pessoa mas sem o ar nerd?
A. - Podes. É o meu favorito.
 - Estás a insinuar alguma coisa?
A. - sin mariconadas
 - Vai tomar um café e comer qualquer coisa. Cheiras a preguiça mental que é um nojo
A. - Vou criar esse mail: PreguiçaMental@Aldeias
 - Já existe
A. - ...
 - É de um amigo meu que julga que tem parelesia cerebral
A. - sempre te soubeste rodear
 - obrigado..... amigo.