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quarta-feira, 28 de março de 2012

No tempo em que andava na escola



, lia cartas sem perceber o que eram as pessoas. Lia-as e depois deitava-as fora. Se já não as tivesse comigo, se desaparecessem para o lixo, não existiam, e se não existiam, num rápido e astuto raciocínio de alívio, podiam nunca ter existido, e se nunca tinham existido, não precisavam de ser respondidas. Era o tempo em que o amor não tinha resposta.
No tempo em que andava na escola, brincava muito no parque da urbanização, a cidade era metade da de agora e o expoente máximo do meu afecto era um puxar de cabelos ou um pontapé. Depois fugia e nada acontecia. Era o tempo em que o amor era cobarde.
No tempo em que andava na escola, as garagens eram mais pequenas, tinham músicas e ofereciam coca-cola. Era a altura em que subitamente a música adormecia sozinha, a garagem se juntava em pares e eu ia ver os carros passarem até a música acordar. Era o tempo em que o amor não existia.
No tempo em que andava na escola, os melhores sítios eram as bancadas de pedra e os bancos longínquos onde o mundo não passava. Era o tempo em que o amor se escondia.
E foi no tempo em que ainda andava na escola que descobri as letras, que encontrei o mundo num par de palavras e o fiz meu por mim próprio, e foi o meu fim e o do amor, e agora, depois desse tempo, às vezes, parece que ainda não saí da escola.



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Freio à comunicação amorosa


- Vim só aqui para te dizer que Não. E Não, porque só de te rever, o meu coração já galopa. Não, porque amanhã vou passar o dia a pensar em ti. Não, porque nos dias seguintes já vou estar novamente perdido de amores. Depois, vou andar irracional e alheio ao mundo, por isso, Não. Não, porque a invisível e constante saudade de agora, vai passar à vontade de te ver a toda a hora. Não, porque depois sim, vou ser bicho, vou-te querer e, principalmente, vou querer que me queiras tanto como te quero a ti e isso, vai-me fazer parecer estranho e injusto. Não, porque nos dias que dormirmos juntos, vou demorar horas a adormecer, vou fazer barulho para que acordes, suspirar e pensar em te tocar e sentir, só para não perder um segundo daquele raro momento. Não, porque nos dias que não estivermos juntos, vou ansiar em contagem decrescente e, a cada contagem de segundo, vou ficar tão louco que no final é só o louco que vais ver. Não, porque os livros e a história ensinaram-nos que amar assim é proibido e Não, porque não te sei amar de outra forma. Não, porque mesmo agora, desde o primeiro Não, que luto comigo para não te agarrar, abraçar e tomar minha. Não, porque...
- shhhh... Sim !



sexta-feira, 27 de maio de 2011

De partida para outras Coisas



E, de repente, tudo muda pela ideia da sugestão oferecida, de que tudo vai ser diferente: de repente, não há escape nem poder de decisão efetivo, e isso, não parece ser bom mas também não parece ser mau, apenas assustadoramente muito diferente e assustadoramente muito de repente e... alegremente muito longe.
Mas decidam-se coisas e parta-se. Faça-se finalmente algo de egoisticamente único mas, ao mesmo tempo, para o mundo: o nosso. Decida-se e arrisque-se e, já agora, fale-se antes na minha primeira pessoa: Tenho medo. Medo do nada, mesmo que o nada nada me tenha feito e, curiosamente, ontem, hoje e amanhã, é (foi) dia de Coisas. Depois, se não houver coisa minha que lhe resista, o mundo recomeça, desta vez, novamente e finalmente: Longe daqui !






domingo, 7 de novembro de 2010

ultima noite



naquela noite, havia qualquer coisa de diferente. O silêncio, naquela noite, parecia impor-se cruelmente: não havia presença. naquela noite, a vontade ficava com as mãos: nos bolsos. A beleza era muda eu era mudo a noite era muda, naquela noite, o toque era surdo. Não havia fome naquela noite. A música era quase perfeita porque era só, porque era só e era só música e eram lágrimas daquelas noites. Os regressos, naquela noite, pesavam tanto que demoravam mais. Os Bichos, mais bichos nessa noite, pressentiam aquela noite, rossavam-se num lamento daquela noite: sentiam.
naquela noite, os beijos não eram beijos: toques de lábios amorfos. não sentidos.
naquela noite o toque da pele não sentido: escondido e fugidio. tímido.
naquela noite, o carinho tão tímido que se tapava a si próprio de vergonha daquela noite. 
A vergonha da solidão daquela noite.
naquela noite, esperou-se, esperou-se, tornou-se a esperar uma última vez, olhou-se, olhou-se, tornou-se a olhar mais uma última vez, esperou-se e olhou-se e nada. naquela noite, havia qualquer coisa de diferente mas que há muito era igual.
Naquele Dia, fui-me embora.



sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A década da partilha, by OMAI



Evoluímos para a perfeição.
Era bom, mas não. Evoluímos é para o improvável caos, aquele que seria mais certo de acontecer mas por uma qualquer razão não se dá. E se o caos pessoal não atinge, não faz danos nem baixas, além da singular, o caos social por si só, é devastador. O incómodo em massa.
O caos não está só na desordem, está no aproveitar da ordem anunciada dos outros. Por isso mesmo, estão cada vez mais reunidas as condições para o caos e a culpa é do índice de avaliação individual. Passamos a explicar:
Nos anos 80/90 foi o quociente de inteligência que ditou o evidenciar de cada. Um QI elevado era sinal de genialidade por sobressair, entre muitos, os medianos, como alguém intelectualmente mais evoluído. Era de única importância uma capacidade de raciocínio elevada e de um encadear lógico aliado ao domínio das faculdades visual-espacial não verbais. Um génio dominava os hemisférios do seu cérebro!
Com o passar dos anos, chegando ás décadas de 90/00, com as depressões geniais, os loucos, surgiu um factor avaliativo para ajudar à definição de grande ser pensante. Perfeito perfeito, seria ser-se um génio emocionalmente estável e equilibrado. Ora chamemos-lhe quociente emocial, que torna qualquer indivíduo de QI elevado, num de sensibilidade desenvolvida e, ao mesmo tempo, capaz de tomar decisões baseadas na tolerância, fundada na capacidade de compreensão. Um génio dominava todo o seu cérebro e o sistema nervoso!
No começo de mais uma década, um outro parâmetro começa a sobressair, sendo olhado com  alguma relevância na avaliação do indivíduo. As redes sociais, que a poucos escapam, teve, por esta mesma razão, uma grande influência nesta nova evolução avaliativa. Junta-se aos anteriores, o quociente social. Já não é necessário ser-se genial e um grande controlo emocial não basta. Temos de o ser isso tudo, também em comunidade, capazes de uma interacção social que nos destaque. Um génio domina as massas!
Vivemos na década da partilha. Todos querem partilhar, contar, mostrar, dizer, exibir, falar... Olha! Olha! Olha! E pegou. Em muito pouco tempo, de estaca, pegou. E pegou porque somos muito curiosos e, de repente, toma lá tudo o que queres saber. Quando é que a curiosidade acaba? O que acontecerá? É só mudar a fórmula e inventar outro quociente.


Sejamos anacoretas e nada disto interessa. Mas vivamos para o mundo em redor, contrariados ou não, mesmo que o criticando, e joguemos pelas regras.
Para nós, a evidência pessoal está na consciência de tudo...
Sendo considerados aclamados visionários, podemos adiantar que em 2020, falar-se-á do quociente consciente, que não é mais do que a capacidade de estar consciente a toda a sociedade. Senão, veja-se: Inteligência -> controlo da inteligência pelo controlo emocional -> controlo emocional em comunidade -> consciência dos QIs+QEs+QSs que nos rodeiam (QC).
Só por isto, só assim sem mais nada, acho que já mereço um Nobel...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Crocodile Dundee usava um JAB-A-ROO

É fácil apegarmo-nos por hábito. Diríamos (se nos fosse permitido, por isso não dizemos) que é quase natural ser-se cego ao ponto de se habituar por hábito. De ter, porque é seguro, e o que é seguro não se estraga. O que se estraga, não se suja e, finalmente, o que não se suja é uma seca! (ou um saco, dependendo da voz).
Estamos a falar de quê? Daquilo que quiserem ou encaixarem, mas podemos dizer que nos lembrámos de tal, por causa das colecções. As colecções que existem e que também nós fazíamos.
Mas acabaram-se as colecções!
Acabaram-se os objectos sem história guardados no habitual sítio especial e seguro para não sujar. Agora coleccionamos textos. Só e apenas e, mesmo esses, já estão tão sujos de más interpretações que já não são nossos… nem sabemos de quem sejam. Nem queremos saber. O que gostávamos de saber é para que servem as colecções. É que apesar de já as termos feito não fazemos a mais pequena ideia de que para que raio servem.
A mais recente colecção a ir à vida foi a de chapéus. Bem… se calhar não foi à vida, simplesmente já não é colecção.
Escolhemos por unanimidade ébria que para o sol o chapéu ideal é um caça kangaros e em duas horas o caça-kangaro-dundee teve mais histórias para contar que os 10 anos que esteve guardado de forma preciosa, cuidada e estúpida no habitual e seguro ex-sítio especial para colecções.

Caldo verde ao pequeno almoço? Só com um JAB-A-ROO na cabeça…

terça-feira, 14 de julho de 2009

Milho sem sal nem caramelo e que não faz *puff*

Estamos indignados!
Não que estejamos à procura de protagonismo, longe disso, até porque sabemos ser, e somos mesmo, pessoas bastante discretas e comedidas no que se refere à promoção de nós próprios, mas, achamos muito mal andarmos aqui nós, pseudo considerados génios, em todos os níveis literários e da psicologia cor de rosa, num ritmo incessante de escrita de pérolas literárias, completamente espontâneas, a 27 leitores por dia, para vir uma senhora que gosta de pipocas, ainda mais das doces, falar da sua vida e assim, ter logo 6000 e tal cuscos diários a querer saber mais. Como se não bastasse convidaram-na a escrever um livro! Mesmo sem o ler, já dissemos que achamos mal?
Inveja? Por quem sois e nos tomais com tamanha vil sugestão!
-Tens que ter calma, tens o problema da úlcera e não te podes enervar.
Melhor fazer aqui uma pausa para respirar.

Ah, mas a senhora é formada em jornalismo. Ah, mas a senhora tem 60 pares de sapatos dos quais fala frequentemente (acho). Ah, mas a senhora quando não sabe que óculos comprar “posta” as fotos e tem logo 110 comentários a ajudá-la.
É isso que querem?
Assim será!
Não não será, porque a nossa vida não é assim tão interessante nem tenho assim tantos pares de sapatos. Os óculos até são novos, e por sinal maravilhosos, retros e, como nós, genialmente old-school, portanto não fazemos tensões de comprar outros tão depressa.
Poderíamos falar dos concertos semanais que frequentamos mas, tendo em conta a audiência que normalmente os assiste, não me parece ser motivo de mais leitores.
Teremos que ser justos. Isto não pega de estaca. A dita senhora já manda pipocas desde 2004. Temos que ser pacientes. No entanto, reparamos, o público alvo (ou pelo menos o atingido) é maioritariamente o feminino, por isso, só com este post quezilento e mesquinho já estamos a ganhar pontos.
Para terminar, e para quem não sabe, a Miss Pipoca foi elegida, já este ano, a “mulher mais invejada de Portugal” pelo canal SIC Mulher.
Ainda há esperança para nós. Ou antes, para eles. O homem mais invejado de Portugal poderá vir a ser O Meu Amigo Imaginário. Só falta é um SIC Homem (só… todas as outras condições estão, claramente criadas).

Como todas as pessoas sem criatividade e ideias próprias devidamente interessantes, vamos criticar as dos outros. Ou antes, as dela.
A partir de hoje este blog está encerrado.
Vemo-nos em apipocamaissalgada.blogspot.com.
Senhora Ana Garcia Martins, sou o seu arqui-inimigo (mas só hoje, que tem mais amigos que eu e como qualquer homem orgulhoso, não gosto de perder, muito mais para uma mulher - agora é que foi!).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Elderly mine

Onde se ganha a experiência dos nossos anciões? Como ficaram os meus assim?
Cada vez mais me apercebo que, experiência, tem a ver com saber esperar. Tem a ver com respirar o tempo e mantê-lo, não o máximo tempo possível, mas o tempo que for preciso dentro de nós. Respirar normalmente, o tempo, e expirá-lo, transformado ou não, pelos nossos pulmões, pelo nosso corpo e por nós.
Sem nos apercebermos, não somos só nós que modificamos o tempo, o tempo, também nos modifica a nós e o que daí resulta pode ser surpreendente calmo, mas de uma forma energeticamente excitante. E mesmo que não o seja, aprendemos sempre qualquer coisa. E se for qualquer coisa má ou que simplesmente sabe mal, é respirar mais um pouco de tempo…
Falta-me muito para ancião, mas, pelo menos, posso ir tentando assimilar os seus poderes para ganhar nesgas de sabedoria, um a um, até o ser, mesmo que nunca o venha a ser.
Dizem que a impetuosidade é característico da juventude. Pois eu digo que é fruto da inexperiência. A impetuosidade não é viver um dia de cada vez, a impetuosidade é viver um dia de cada vez sem pensar no futuro. “Carpe diem” é uma utopia momentânea. É uma forma despreocupada, e por vezes egoísta, de não nos preocuparmos com o que nos rodeia.
Há ‘clicks’ na nossa vida (se não houve, pode vir a haver) que despertam vontades de viver intensamente, de deixar para trás tudo o que já foi vivido e, viver mais e melhor, sem nos preocuparmos com as consequências físicas ou psicológicas que poderão advir daí. A questão é que a vida não é assim tão simples. Não o é, nunca o foi nem alguma vez o será. Senão era fácil ser-se feliz ou pelo menos andar contente, bastava libertamo-nos de tudo e já estava…
Mas nem sempre o tempo está a nosso favor, nem sempre temos tempo para escolher e para pensar e, nesse caso, a necessidade de experiência é forçosamente necessária. Ou existe e é aplicada, ou não existe e vai ser formada, à força, nesse instante, pela decisão certa ou errada e por todas a consequências (de qualquer uma das decisões) que advenham dela. O importante é decidir em consciência com a nossa consciência.

Mas quem sou eu, que nem aspirante a ancião sou, para poder dizer, seja o que for, sobre clicks, carpe diems ou falar sobre respirar o tempo. Mal me aguento numa piscina de 50m quanto mais…

terça-feira, 9 de junho de 2009

Objectos'R'Us

Todos temos ou tivemos objectos que nos são preciosos. Objectos que são verdadeiramente valiosos, objectos que nos lembram alguém, que nos lembram muitos ‘alguéns’, que nos lembram sítios, ou aquele sítio, objectos que de tão velhos, e por estarem há tanto tempo imóveis, preciosamente guardados nos mesmos sítios, já não nos lembram do que nos deveriam lembrar. Objectos, por vezes, tão pequenos que chegam a ser ridículos. Quando damos por nós em arrumações, e , por estes mesmos objectos todos, damos também por nós a demorar horas para arrumar seja o que for. A demorar meses, anos, uma eternidade, em viagens no nosso imaginário em cada objecto que vemos ou sentimos.
Se uma foto tem o poder de nos transportar, mesmo que desfocada ou mal tirada, mesmo que seja uma foto toda preta de quando íamos juntos e o várâss caiu e tirou a foto mesmo quando a máquina tocou no chão ou quando o bavárâss tirou uma foto com o dedo na objectiva no melhor momento das melhores férias da nossa vida, se uma foto tem este poder, um objecto tem exactamente o mesmo. Mas com cheiro.
O cheiro da sapateira (devidamente lavada) em cima do armário da cozinha, ou o cheiro a cola e tinta vermelha do coração partido de castanhas, o cheiro do som do djembe italiano ou do Pinóquio articulado na estante, o cheiro a cerveja da bandeira daquele país especial, o cheiro da areia do Brasil guardada num frasco, o cheiro zen do monge marcial na secretária, o cheiro dos lutadores de capoeira que, partidos, já não gingam, o cheiro que cheiramos, com um inspirar, demorado, e longo, para logo, expirarmos com um sorriso na boca. O expirar de meses, anos, de uma eternidade, o suspiro de um inspirar um objecto mágico.
Mas nem tudo o que guardamos faz sentido, nem tudo vale a pena ficar guardado só porque foi especial, sob a pena de nos por uma âncora nas pernas. Há objectos necessário perder para sempre, para se andar a velocidade cruzeiro, de âncora içada (mudemos de tema na metáfora não vá passarmos para os mastros…). Não acreditamos nisso mas sabemo-lo, mas não por nós. Para nós, todo o nosso espaço tem que ter história, construída por nós e por quem queremos que a ajude a construir, mesmo sabendo que a história nunca acaba. O que acaba é o espaço na gaveta, na estante, na mesa, no parapeito ou no chão para vagar noutra gaveta, estante, mesa, parapeito ou chão e mesmo vagar na memória.
Na memória também se vaga espaço para armazenar mais e melhor. Na memória também se esquece, para ganhar espaço para ganhar mais. Na memória ganha-se. Na memória guardam-se os ganhos dos objectos que nos dão, mas, principalmente, guardam-se os objectos que apanhamos e guardamos, na memória. Ou não. E aí, ficam perdidos porque são deitados fora. Afinal, já não servem para nada, nem mesmo para recordar.

sexta-feira, 20 de março de 2009

O nosso horóscopo (imaginário)

Uma amiga minha disse-nos, para grande orgulho nosso, que já tomava o pequeno almoço a ler, não o Público, que passou para 2º lugar, mas O Meu Amigo Imaginário. Temos muita pena pois ela ainda é nova parecia ter mais personalidade que isso. Uma alma perdida.
No entanto lembrou-nos de uma coisa que 82.5% da população Portuguesa faz assim que põe as mãos no primeiro jornal do dia. Ver o seu horóscopo (e o dos outros não vão os sacanas dos astros por os Capricórnios com desejos suicidas).
E por isso não vamos fazer um horóscopo… vamos fazer, O horóscopo!
Após (muito pouca) pesquisa encontrámos tanta parvoíce que temos tema de escrita até ao final do mês. Passo a publicidade, mas em http://astrologia.sapo.pt/ há lixo que nunca mais acaba.
Mais sucesso usando as cores na semana – Perceba a mudança na sua energia se usar a cor certa.
Camisa rosa choque e uma calcinha verde fazem as fadinhas realizar todos os seus desejos.
O Caminho – Como um simples trilho de bezerro pode reflectir o comportamento humano.
Especialmente se o humano estiver embriagado e cair várias vezes sobre a merda que o bezerro for deixando… cair.
A Pobreza – Como a pobreza e a riqueza dependem muito da forma como são encaradas.” Finalmente uma que concordamos. Até acrescentamos, “a pobreza e a riqueza são… coisas subjectivas, abstractas e que só existem na cabeça das pessoas. E no Porche que tenho estacionado na garagem”
Sons do Silêncio – O segredo para se tornar uma grande pessoa.
Não resisto. 1º segredo: Se está a ler num site de astrologia, como se tornar uma grande pessoa, então se calhar está no caminho errado. Errado ou inverso ?
A pessoa certa – Talvez Deus queira que conheçamos pessoas erradas antes de encontrar a pessoa certa.
Ou talvez deus queira que digamos coisas do género, e o maluco sou eu.
Estava aqui o dia todo…

Encontrámos finalmente horóscopos por encomenda. É só registar e já está.
Nome: Omeuamigoimaginario
Data de nascimento: 10 Fevereiro de 2009
Local: Coimbra
Etc
Para um horóscopo completo necessitamos de ter mais de 6 anos. Nem no BI nem na cabeça. Terá que ser o "Horóscopo da Criança". Comecemos:
Talvez os pais cheguem a pensar que seu filho é uma criança de temperamento invulgarmente equilibrado e coerente, imune às mágoas ou destituída de necessidades emocionais próprias. Na verdade, ele não é nada disso. Entretanto, Omeuamigoimaginario tem um ponto de ebulição [...]
Omeuamigoimaginário tem um ponto de ebulição. É como a água portanto. Para mais há que carregar em [...] que não é mais do que um, queres ler mais então paga. Pagas mas podes escolher o idioma, entrega online ou em impresso & encardernado (acho que é uma versão do encadernado mas mais mística), entre outras opções que perfazem, 46 euros e 95 cêntimos por favor.
Não são muitas as crianças que nascem com um código interno de ética, coisa que vários adultos não conseguem criar numa vida inteira. Mas Omeuamigoimaginario é dotado de visão e de ideais, talvez ainda não elaborados, mas autênticos e já arraigados nele. Ele não sabe lidar […]
…com a parvoíce dos outros, só com a própria e a dos amigos. Calma. Dotado de visão e ideias? Não está mau não senhora.
Pais possessivos ou superprotetores poderão ter uma certa dificuldade em entender Omeuamigoimaginario […]
Aqui é só mesmo substituir o ‘Pais …’ por ‘Os habitantes do planeta terra’.
Passemos à adolescência.
Quando está com um grupo de amigos, você pensa no grupo como um todo, e não somente em si mesmo. Isso poderá causar problemas para você, se suas necessidades entrarem em conflito com outras do resto do grupo. Você defenderá qualquer um que não esteja sendo tratado de forma justa.
Diz isso a eles.
A quem? A mim?
Não pá tá a falar comigo…
Você sente que o amor é um tipo de serviço.
De facto para os meus amigos imaginários, sexo, só a pagar. E como não têm dinheiro, fica todo só para mim.

Não fossemos nós saber da história de uma pessoa que escreve (ou escrevia) os horóscopos para um jornal conhecido, que não vamos divulgar o nome (mas podemos adiantar que é Diário e é de Coimbra) e cuja atribuição diária de texto astrológico, que rege a vida de milhares de pessoas do concelho, era completa e totalmente random, ao calhas, à sorte, começávamos a acreditar em astrologia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

5 - Madeira

5 - Madeira

"Last month, the President of Madeira, Alberto João Jardim, won for his country a dispensation from the European smoking ban. Establishments can now choose to permit smoking indoors, as long as they comply with a few rules regarding non-smoking staff and patrons.
As a smoker himself, who was recently caught flouting the law by lighting up in a banned area, Jardim’s mission to free up the smoking habit seems to have paid off."

in 'easyjet Inflight February 2009' by Samantha Cox

Estivemos demasiado tempo fora... Madeira não só já é país como mudou de sítio.
De resto tudo igual.

No país dos tugas

Acho que por esta altura nos podemos considerar algo experientes em relação a viagens de avião (viagens em geral, mas de avião também). Ele foi Polónia, Inglaterra, Espanha, Alemanha, enfim, cada um muito característico e muito próprio relativamente a cada tripulação.
Espanha -> Polónia foi o vôo mais calmo que tivemos. Não se ouvia vivalma e o silêncio chegava a incomodar (talvez por sermos tugas).
Mas sempre que chega um regresso a casa somos os campeões da desordem. Falar alto e bom som, fazer questão que todos ouçam a nossa conversa (só as supostamente interessantes, obviamente), atrasar o vôo porque um BI ficou na mala de porão (ou então não veio e nesse caso somos os campeões da trapassa) ou simplesmente ficar à conversa com alguém e prelongar uma despedida, esperando uma frase no monitor que diga, "Last call to..." (ups !).
Há 4 meses que não ouviamos mal do nosso país e, embora num segundo, sem pensar, pareça saber bem, rapidamente nos relembramos o quão idiotas somos (não no sentido do dicionário, de muitas ideias mas de... simplesmente, idiotas!).
Também nós somos tugas, por isso, mal seria se não nos queixasse-mos. A verdade é que não há coisa melhor do que voltar a casa (até há... e muitas) mas por pouco tempo. É como dizem os outros (não sei quem mas alguém já disse concerteza):

"Portugal? É bom para passar férias!"

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O cúmulo

O cumulo da preguiça é não querer pagar 0,80€ para ir a uma casa de banho pública e esperar que o próximo comboio pare para ir.
O cúmulo de ser estúpido (diferente do cúmulo da estupidez) é deixar que o comboio arranque.
O cúmulo do azar é à escolha: Ou a próxima paragem ser a 100Km de distância, ou a primeira carruagem a ser controlada ser a nossa ou termos deixado a carteira com o amigo, no casaco que tem o nosso telemóvel. . .
Estamos curiosos se espera, chama a polícia ou não dá pela nossa falta...