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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Distribuição (mais do que) normal


É tudo uma questão de estatística, mas não há probabilidades garantidas. Vai do 1 ao 99% e fica o 1% (para cima e para baixo) a prever os casos... especiais.


Cuspir num homem é 96% certo de ser retribuído por um murro na cara. Numa mulher, 99% certo de levar, pelo menos, um estalo (bem dado) nas trombas com a mão mais anelada. Caso especial: estupefacção e outros cuspos.
Existe 1% de hipóteses de comer peixe fresco à 2ª feira. Caso especial: pescar o próprio peixe e pescadores em tempos de crise com mais de 5 filhos abaixo dos 12 anos.
A probabilidade de beber um café e este ter vindo do Brasil é de 61%, no entanto, se estivermos na Alemanha, existe a mesma mas de ter vindo da Colômbia. Caso especial: não beber café ou este vir do Vietname.
Hoje há 20% de hipóteses de chover. Caso especial: chover.
Em todo o mundo, com 99% de certeza, no último minuto caíram 6000 raios na terra. Caso especial: Feriados e mudança da hora.
77% de todas as estatísticas têm a ver com tabaco. Caso especial: As que são sobre cancro do pulmão.
85% das mulheres usa o número de soutien errado. Caso especial: hippies.
91% dos homens solta uma flatulência silenciosa em público, sempre que pensa que ninguém a vai ouvir. 43% acha que não vai cheirar. Caso especial: Homens após uma proctoscopia e transexuais.
89% das estatísticas oficiais são fidedignas, escrupulosas e baseadas numa amostra credível. Caso especial: osmeusamigosimaginários.


Azar? Azar é ter uma estatística baixa.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Lonicidade cafezeira



Beware the coffee bearer,
Thai he is not in his perfect state of mind.
Beware the coffee laugher,
The spreader of an enormous amount of stupidity.
A maniac gone loose, in the wilds of men,
Wide eyed to the world around,
The same which is starting to fear him.
He is a clown with no make-up,
A monster with a pretty face,
Just another joker in a pretty dress.
With no accomplishments, or deeds,
He’s going out with a bang.
And a, kick ass, coffee smelling, smile.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma aventura no Teatro


Contra aquilo que é o conceito deste blog, e no fundo o meu, vou partilhar uma experiência pessoal. Pessoal daquelas que se passam com o escritor.
Fui ao teatro!
Fui ao teatro não porque sou um pseudóintelectual, nem tão pouco porque o sou sem o pseudo, mas porque me ofereceram bilhetes.
Peça em questão, Hedda Gabler. Como quem vai ver um filme ou comprar um carro, há que, pelo menos, ler qualquer coisa rápida sobre o assunto: "considerada uma das maiores peças de todos os tempos" ; "século XIX" ; "amor, traição, morte, mais amor e mais traição". - qualquer destes dados (e os seguintes), são não só questionáveis, como o devem mesmo ser, mas estou com preguiça de por a mão direita no rato e ir perguntar ao sr. google.
Vou directo ao assunto, e que me desculpe quem me disse bem da peça, até porque ninguém me perguntou nada, mas não a aconselho muito (nem pouco... simplesmente não aconselho). É daquelas peças só mesmo para fãs ferranhos de teatro à boa maneira antiga, porque para mim, ver a Sofia Alves sempre a olhar para o 2º anel do auditório municipal Eunice Muñoz, (que só tem para ai 6m de altura) como quem está a declamar poesia ao jeito de serenata shakespereana falada mas ao mesmo tempo sofre de um torcicolo vertical, apoiado num arregalar de olhos, altamente inquietante e de futuro estudo cientifico pelo recorde de tempo a não os piscar, certamente provocado por alguma deficiência mental (admito que possa não estar a ser muito verdadeiro... acho). Não quero parecer injusto e certamente até poderão estar a pensar "se calhar ela estava era a interpretar de forma exímia o papel", mas ela, era uma senhora de classe suposta média (e a subir) do século XIX por isso, ponto ponto ponto...
Mas até admito que não tenha qualquer tipo de sensibilidade para apreciar esta peça e portanto, mereço ser cuspido e até vaiado.
Long story short, Vítor de Sousa (vá.. Guilherme Filipe também) salva o espectáculo de 3h (felizmente com intervalo), Ana Rocha irrita com tanta anormalidade de interpretação, Paulo Rocha pela mediocridade e Berta Dulce por só aparecer 10min.
Ah, já agora gostava de enviar uma palavra de apreço à senhora de (vou atirar à sorte) 80 anos - vamos-lhe chamar Amélia em honra à senhora minha avó e, já agora, à Rainha Dona... Amélia - que lá estava e se conseguiu portar pior do que a segunda metade anterior da plateia, cuja média de idades rondava os 17 anos (arredondado para cima).


Hedda com a palma da mão esquerda no coração e as costas da mão direita na testa, olhando o 2º anel, numa interpretação magnífica de nos fazer suster a respiração durante o mesmo tempo que não pisca os olhos, diz muito alto - "Aaaaaaaah... e agora !!! que será de mim! QUE VOU EU FAZER!"
Amélia - vais dormir!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Já encho as calças



A qualidade de um livro vê-se pelo peso do mesmo. Experimentem pesar-se antes e depois de ler (de preferência sem o livro na mão). Engordei 1Kg numa tarde, depois de um Zafón mal mastigado e andei a Pankreoflats uma semana depois de um José Luís Peixoto sôfrego. Eu que como sopa todos os dias, duas vezes por dia, troquei-a pelo Miguel Andresen e ando aqui que não me aguento.
Existe, obviamente, toda uma subjectividade no paladar cerebral e, tanto podemos ficar enfartados com um Thomas Cook, como usá-lo para corta sabores...
Há quem já me tenha dito que usa o Livro do Desassossego, vejam lá, para palitar os dentes! Um absurdo, que O Fernando é a pior dieta que existe.
Correm rumores que um certo indivíduo teve que colocar uma banda gástrica após ler Herta Müller.


Não sei o que se passa comigo, até ler letras de música me dão pneus e duplo queixo, e atenção que sou pessoa para fazer de um qualquer rodízio em grupo, uma competição onde raramente perco e vou sempre ao pódio (mesmo que desaperte o botão das calças à primeira passagem de maminha).
Esta até poderá ser a solução para a fome no 3º mundo, sendo que Portugal só não passa fome porque a matemática não é letrada e, excepcionalmente, não interfere no arredondamento do nosso 2.5 (para cima). Seja como for, já encho as calças.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Camaradas. Amigos. Portugueses e portuguesas:


O Jorge casou-se! O Socras é o primeiro, parabéns ao Jorge!
Casar, por si só, já é um risco demasiado grande para se cometer nos dias que correm, mas fazê-lo no dia de reflexão nacional então, é uma responsabilidade que louvamos.
O Jorge casou-se com a Helena de Tróia, o vinho não mancha a carpete, o Benfica já é campeão e viva o Porto!
A partir de hoje, após grande sofrimento pessoal e uma dor atroz sempre escondida de forma consciente, calçamos dois números abaixo do que calçávamos antes de ontem e, por isto e por outros, o PDMAI está de parabéns.
Queremos começar por saudar os jovens da Juventude Amiga Imaginária, que se envolveram num elevado sentido democrático e bateram-se num entusiasmo extraordinário, assegurando o futuro dos nossos ideais.
Com os nossos 0%, não há nenhum partido que tenha crescido tanto como o PDMAI. Nem mesmo o BE e, após o resultado atingido, podemos afirmar que conseguimos estabelecer aquilo a que nos propusemos, ao crescer de uma forma substancial e significativa neste últimos anos. Todas as ausências de objectivos que dependiam de nós e em que nos empenhámos a cumprir, cumprimos! Sabíamos que eram objectivos ambiciosos mas, depois de ver a diagonal esquerdinaódestra representada em cidades por todo o nosso país, estamos cientes que podemos dormir descansados com um sentimento de cumprimento do nosso dever. Nada mais será como dantes. Hoje, a capacidade da diagonal esquerdinaódestra passa a estar representada de forma estável e segura. Sabemos o que temos pela frente e o que vem aí e por isso, estamos satisfeito com o resultado onde podemos afirmar, em nome do PDMAI, dos seus militantes, simpatizantes e votantes, que estamos aqui! Estamos presentes!
Estamos também disponíveis a trabalhar com quem quiser trabalhar e ajudar quem quiser ser ajudado, mas por nós, continuaremos a trabalhar pela qualidade da nossa democracia.
Terminamos para esclarecer o desinformado povo português e, noutra categoria completamente distinta, os mais desatentos, que de todo um corajoso e informado universo não abstencionista, tudo se tratou sempre de uma questão de imagem e nunca de competências. Fizemos muito pelo nosso país, cujo nome chegou mesmo a ser entendido, de forma errónea, por Portugal. Também não nos referia-mos à Cochinchina (sem ‘n’) que, segundo soubemos, fruto de uma política danosa, perfeitamente descrente e imaginativa, está em possível guerra iminente com Portugal, a quem lá, já chamam Potugal.


A todos,


Bem hajam!
Viva o PDMAI, viva Portugal!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Apetites



Somos só nós que acordamos aos pulos? Serei eu o único que acorda a sorrir, a irritá-los?
Até eles se irritam logo pela manhã com tanta alegria peganhenta e insuportável!
Apetecia-me ter um descapotável e fazer mais 57Km até ao primeiro destino do dia. Espalhar a mais recente banda sonora a cada quilómetro e sorrir aos antipáticos.
Apetecia-me pensar menos para sorrir menos, para não ter medo de não sorrir mais.
Apetecia-me fazer alguém sorrir para sempre.
Apetecia-me ter uma caixa de CDs na cabeça cheia de Box Sets, Limited Remastered Editions e 25th Anniversary Rarities e não precisar de acessórios nas orelhas para os ouvir.
Apetecia-me tocar piano quando toco no ar ou tocar bateria quando lhe bato.
Apetecia-me ser móvel e apetecia-me, com um pensamento e um estalar de dedos, tornar quem eu quisesse móvel...
Apetecia-me conhecer o mundo antes de o já ter conhecido e apetecia-me, se nos deixarem, conhecer novos.
Apetecia-me viver num texto meu mas ter um braço de fora com uma caneta na mão.
Apetecia-me manter este sorriso mais tempo e apetecia-me contagiar alguém com ele.
Apetece-me um café.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Monopoly City

Pasmem-se almas crescidas e conhecedoras dos outrora serões nobres e educativos dos jogos de tabuleiro: O Monopólio tem novas regras!
O ex-Monopoly está velho, agastado pelas PSP’s e é demasiado singelo para as Wii’s.
- Filho, que queres: um comando para a Wii ou um Monopólio?
- Mónoquê?
Sejamos realistas, o preço do jogo e do comando é o mesmo e, apesar de o Monopólio dar para 6 jogadores em simultâneo, com uma consola podemos jogar sozinhos e todos sabemos que, nos dias que correm, uma má companhia pode ser a desgraça de qualquer criança/adolescente/adulto/idoso (sim, um idoso não é um adulto). Além disso, quem é que na sociedade moderna actual, tem tempo de passar 10h a jogar o mesmo jogo correndo o risco de, em vez de se distrair no ATL, estar a ter um inconsciente curso em como se tornar um José Vale e Azevedo? (o mau – que também há um que é bom)
Em frente. O novo Monopólio está à venda a partir de ontem, em português de Portugal e em Portugal, sem a Rua Augusta (que não foi substituída pelo Parque das Nações) nem a Estação de São Bento (que também não foi substituída pela linha de Metro do Parque) mas com as cidades do mundo (exceto Lisboa que Cape Town é mais importante). Terá edifícios no centro do tabuleiro a formar uma cidade 3D a rivalizar com qualquer motor gráfico actual, onde será possível construir logo a partir da primeira jogada (lá se vão as 10h de jogo). Entre outras modificações, de forma a acompanhar a mudança dos tempos, deixa de haver prisão e passa-se a estar em casa com uma pulseira. De entre os diversos cartões sorte, haverá deles que dizem, “Foi acusado de pedofilia, vá para a prisão, vá directamente sem passar pela casa da partida ou pague 20M para receber um termo de identidade e residência”. Ao segundo recebe-se uma pulseira electrónica e ao terceiro temos a hipótese de contratar os advogados Ricardo Fernandes e Serra Lopes com a oferta do João Nabais por 40M.
Nos cartões caixa da comunidade, o segundo prémio no concurso de beleza foi substituído por, ‘tem uma depressão, vá para casa curá-la, passe pela casa de partida e receba a dobrar em ajudas de custo’ e o cartão ‘Receba de juros do seu empréstimo de 7%’ substituído por ‘A sua conta no Lehman Brothers foi fechada – Game Over’.
Finalmente, acompanhando a exigência das actuais provas de matemática no diversos sectores do ensino, será facultada uma máquina de calcular que acumula funções com leitor de cartões de crédito, uma vez que fazer contas à mão (ou de cabeça – blasfémia!) está ultrapassado e levar o indicador à boca para folhear aquele masso grosso de notas (eu costumava ganhar) é expressamente proibido nas normas do ministério da saúde de prevenção à Gripe A.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Crocodile Dundee usava um JAB-A-ROO

É fácil apegarmo-nos por hábito. Diríamos (se nos fosse permitido, por isso não dizemos) que é quase natural ser-se cego ao ponto de se habituar por hábito. De ter, porque é seguro, e o que é seguro não se estraga. O que se estraga, não se suja e, finalmente, o que não se suja é uma seca! (ou um saco, dependendo da voz).
Estamos a falar de quê? Daquilo que quiserem ou encaixarem, mas podemos dizer que nos lembrámos de tal, por causa das colecções. As colecções que existem e que também nós fazíamos.
Mas acabaram-se as colecções!
Acabaram-se os objectos sem história guardados no habitual sítio especial e seguro para não sujar. Agora coleccionamos textos. Só e apenas e, mesmo esses, já estão tão sujos de más interpretações que já não são nossos… nem sabemos de quem sejam. Nem queremos saber. O que gostávamos de saber é para que servem as colecções. É que apesar de já as termos feito não fazemos a mais pequena ideia de que para que raio servem.
A mais recente colecção a ir à vida foi a de chapéus. Bem… se calhar não foi à vida, simplesmente já não é colecção.
Escolhemos por unanimidade ébria que para o sol o chapéu ideal é um caça kangaros e em duas horas o caça-kangaro-dundee teve mais histórias para contar que os 10 anos que esteve guardado de forma preciosa, cuidada e estúpida no habitual e seguro ex-sítio especial para colecções.

Caldo verde ao pequeno almoço? Só com um JAB-A-ROO na cabeça…

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dr. Phill telefonou-me com dúvidas de matemática

Acabámos por ficar à conversa e a cortar fortemente na Oprah e na Tyra.
Quem é que nunca sentiu uma vontade súbita de mudar? De ser mais cool ou mais fashion ou mais in ou… whatever. De mudar por mudar para parecer por parecer.
Afinal, no final, ou antes, no início, o que conta é toda uma primeira aparência.
Quem não levaria um(a) modelo para a cama? Mas quem quer debater o contexto socioeconómico do país com um(a)? (para não ser rotulado de preconceituoso é de reparar que cada questão não está respondida, além disso, podemos com alguma segurança afirmar que, ninguém quer discutir a situação socioeconómica do país).
Uma boa aparência, a boca fechada e temos um oitavo de romance, também conhecido por pré-sexo (para os de letras e de direito, um oitavo é a oitava parte de um… É DIVIDIR UM POR 8!... e não, não dá um). A partir daqui, os 7/8 restantes são de segundas oportunidades para os primeiros 2/8 (vamos em 3/8), uma vez que o 1º oitavo despertou qualquer coisa, por isso, vamos lá ver no que isto dá, 3/8 para mentiras e linguagem corporal e os restantes 2/8 para a conversa (isto não é de mão beijada, se bem que estes 2/8 finais possam ser considerados bónus, e, portanto, saltados à frente em alguns casos).
Poderíamos dizer, antes do que vamos dizer a seguir, qualquer coisa como “modéstia à parte”… mas pensamos que, geralmente, essa, está nos primeiros 6/8 e não nos últimos. (ainda assim:) Modéstia à parte, os últimos 2/8 já cá cantam! Há que trabalhar os restantes.
Os 3/8, esqueçamos por um momento, enquanto ainda acreditamos que vale a pena ser assim.
Os 2/8 anteriores, é rezar, embora não me tenha servido de muito até agora, mas dizem que a fé é suposto ser assim.
O 1/8 inicial, que é no fundo o oitavo mais importante, é o que estamos apostados em conseguir.
Não querendo insistir na parte da modéstia, pensamos que este 1/8 está praticamente garantido. Faltam os óculos.
Por isso, decidimos ir a um(a) oftalmologista que nos receitasse qualquer coisa para este par de esferas visgarolhas, que mal conseguem focar, quanto mais ver ao longe ou ao perto durante 18h por dia, em frente a um monitor de 14’’, ou escrever textos destes em papeis com menos de meio palmo quadrado (folha de 5 dedos por 5 dedos = 25 dedos quadrados, ou, meio palmo quadrado), ás 2h23 da manhã.
Aceitamos sugestões, embora estejamos muito inclinados para uns Ray Ban Wayfarer de hastes de massa preta para o inverno e branca para o verão (para fazer contraste com o bronze, ou, por este andar, a ausência dele).
Resta saber se nos tornam mais cool’s... mais in’s… mais fashion’s… ou, whatever.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Murphy aplicado à minha vida

“Murphy é que sabe”. A frase mais aplicada cá em cima. ‘É que sabe’ porque o Murphy não está morto. Murphy vive e viverá para sempre, algures entre nós, fazendo perdurar as suas leis e aplicando-as, misticamente, entre os vivos.
Murphy é o maior sábio que alguma vez viveu e a verdade existe graças a ele. Murphy inventou a verdade e por isso, graças a ele, de forma indirecta, apareceu a mentira. Murphy é a verdade e a mentira, é a antítese da vida e o universo numa só pessoa. É o conhecimento e a ausência dela (conhecimento é feminino e, atento agora, feminino é masculino). Murphy é tudo aquilo que nunca pensamos e Murphy é aquilo que nunca pensámos.
Ele aplica-se a tudo e, portanto, aplica-se a todos.

Murphy aplicado à minha vida (em jeito de conversa entre nós os dois, que nos entendemos tão bem… não será uma conversa porque a esse guru nada tenho a dizer, apenas escutar e aprender):
Se tomares um café para a dor de cabeça ela passa. Se tomares dois ela volta.
No dia que precises de mais descanso e serenidade será o dia que estarás mais agitado e com mais pessoas à volta.
O único dia, da singular aparição mensal, que o Sr. Amândio resolve aparecer, será o dia que não dá jeito que ele apareça. – resposta a Murphy: O Sr. Amândio é gay.
O dia que decides mudar a tua vida, será o dia em que, o que decides mudar, muda antes de ti.
Tudo aquilo que desejares ser-te-á negado e todos os planos futuros infrutíferos.
O que parece ser atingível será difícil de atingir e o que parece impossível de atingir não só não farás nenhuma ideia de como o conseguir como te vai atormentar todos os dias até o conseguires... ou não.
Se te apetecer carne ao almoço, o almoço será peixe e não podes fazer nada contra isso.
No momento que precises de Internet esta não vai funcionar.
Quando beber café para acordares estarás desperto e quando estiveres a morrer já esgotaste o máximo de cafés que o teu corpo suporta num dia.
Quando bebes finos podias estar em casa a dormir mas quando precisas de um fino não o podes beber... porque não há, e porque não podes.

PS: Hoje regredi dois anos de idade física (na idade mental estou neste momento a aprender a escrever). Comi cerejas e, segundo a Srª Furúnculo tem antioxidantes mágicos e regeneradores… o equivalente a pó talco no rabinho mas para o corpo todo, por dentro e por fora.

PS2: I’m back. Resignado e expectante. Menos misterioso mas mais misterious, mas pelo menos bem disposto. Nonsense, faz-me um insensato e desequilibrado filho!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sr. R., antes que me esqueça, hoje sonhei contigo

Calma! Não é assim tão mau nem envolvia nudez entre nós. Estás safo da tua masculinidade futura na minha presença e podes-me continuar a convidar para comer camarões fritos em tua casa de tronco nu.
Sinopse:
Foste ter comigo mais umas amigas a L. e de repente fomos presos... Nós os dois, elas foram divertir-se para outro lugar qualquer, acho. Desapareceram do sonho. Quando digo de repente não o digo como num filme que nos prendem, contestamos, vamos para a prisão, chegamos à prisão, entramos na prisão... Não. Presos, dream style. Ora estamos a falar ora no segundo imediatamente a seguir, estamos presos.
Fugimos da prisão. Tecnicamente não fugimos porque não havia fechaduras. Havia maçanetas destrancadas e portas semi-transparentes. Assim que chegamos cá fora tínhamos um chip na cabeça que nos dizia que não podíamos fugir, que tínhamos de voltar! Uma voz feminina (sempre mulheres na cabeça) que falava como se lesse e dizia para voltarmos como se de um GPS se tratasse. Deverá seguir em frente, virar à direita e voltar ao estabelecimento prisional onde se encontrava. Viro-me para a esquerda. Deverá voltar para trás para o estabelecimento prisional onde se encontrava. Assustado com tamanha precisão da nossa detecção, virei-me para ti e disse, fugimos?
Mas tu, com medo, não querias fugir. Estavas com medo. Mas não falavas. Aliás, agora me lembro que não abriste a boca durante o sonho todo. Está tudo bem contigo?
E de repente toca a pior sirene de prisão do mundo (sejamos honestos, era uma casa com uma "cela"). Parecia um toque de telemóvel, mas como esse pormenor está rapidamente a desvanecer, deixei de conseguir precisar o som.
Voltas-te lá para dentro para perguntar se podíamos ir embora (foi um sonho!) e não voltaste. Eu não fui.
Depois branca no sonho ou mudança repentina de cenário. Não me lembro.
Depois já tinhas saído e estamos cá fora na estrada inclinada, ao fundo, a falar com os senhores polícias que eram... polacos!
Os Srs. polícias diziam que não tinham nenhuma queixa contra nós e por isso era só pagar uma quantia em dinheiro e podíamos ir. Já não éramos só dois. Tu sacaste da carteira e toma lá destas notas (por acaso pagaste com cartão, que é ainda mais estranho tendo em conta o cenário, mas menos engraçado). Recusei-me!
De repente já não era de dia. Era de dia, olhei para o relógio (no sonho tinha um relógio de pulso que nunca tive) e quando li 4h da manhã, levantei a cabeça e era de noite. O meu pai não atendia e o meu irmão tinha o telemóvel ocupado (não sei se era um sábado à noite ou dia de semana...). Subitamente, de dia. Fantástico como me teleportava, 1km do topo da estrada, para o fundo da estrada, só com um piscar de olhos, de olhos fechados a sonhar (não é para todos consegui-lo). Agora já havia mais presos, tu, polícias polacos e o meu tio, a traduzir.
Diz-lhe que não pago nada. Se não têm queixas nem registos não pago nada e se quiserem vamos para tribunal. Lembro-me que estava a ficar um sonho... ansioso. Toca o telemóvel (não me lembro de tocar, lembro-me de receber uma chamada mas se não fosse um sonho teria tocado). Era o meu pai. Expliquei-lhe o que se passava e não sei porquê comecei a gaguejar e não conseguia falar ou explicar a situação. Precisava do apoio jurídico dele mas não conseguia falar. O sonho era agora, ansioso mais nervos. Tu a emitires sons para os policias e eles a responderem com outros sons.
Muda o cenário.
Não há polícias, não há telemóveis, tu já foste, é fim de tarde, estou a caminhar com um grupo e de mão dada com uma rapariga que não identifico mas está com umas trombas de todo o tamanho. Está vestida com um vestido branco. Arriscaria linho pelo toque, mas, provavelmente, era do mesmo material dos meus lençóis. Mas branco mesmo branco. Não caminho, sou arrastado por ela, sempre à minha frente, de mão dada e de trombas, a puxar-me, em direcção ao que parece ser uma casa no meio do nada. Não consigo ver a sua cara nem conheço as feições ou a silhueta. Era apenas uma qualquer rapariga. O grupo vai pela porta nós entramos pela janela. Dentro da casa, soldados. Influências certamente do Sr. Peixoto, e do seu recente livro que li. Soldados maus e com mau aspecto. Violentos para quem já lá está, mas que nem sabem que ali estamos. Somos invisíveis para eles. Como no livro.
E o resto não posso contar.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A Cegonha da minha vida



Apaixonei-me por uma cegonha.
O meu dia é olhar para uma cegonha. O meu dia é admirá-la, observá-la e crescentemente, cada dia, apaixonar-me mais e mais por ela. Espero que nunca voe porque eu estarei sempre aqui, a observá-la, deste lado, cada dia mais e mais apaixonado e sei que, também ela, está apaixonada por mim.
Não me interessam os outros cegonhos, nem as suas tentativas de me fazer ciúmes. Não me interessam porque eu sei que é a cegonha da minha vida e mesmo não podendo, como os outros, voar até aquele ninho, para mim é-o e sei que basta olharmo-nos mutuamente para, ambos, compreendermos isso. Aquele poste, aquele ninho, aquela paisagem e ela. A singela cegonha, branca, elegante, com um porte invejável e um bico aristocrático, que regularmente pode ser confundido por falta de humildade, acalma-me. Acalma-me mas ao mesmo tempo desperta em mim uma agitação fora do normal. Uma ansiedade e uma arritmia incontrolável que me aumenta a respiração e quase me incomoda. Quase, não fosse eu gostar tanto da minha cegonha.
Para mim é minha porque está sempre ali. Está sempre aqui. Apaixonei-me por uma cegonha que já tem ninho e já tem companhia, mas tem a esperança que eu voe até ela, como eu tenho a esperança que ela voe até mim.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Vou directo para o Inferno!

Meus senhores, minhas senhoras. Avó. Restante família...
Tenho em meu poder uma informação mais ou menos fidedigna: vou directo para o inferno!
Não sei bem porquê, mas vou, e nem os meus amigos imaginários que vão directos para o céu me safam. Como é uma coisa de almas, e sim, eles têm uma alma própria, a minha vai directa para o inferno juntamente com algumas deles (aqueles que escrevem melhorzinho... deus queira que haja lá Internet. ups! nome de deus em vão, já fui!) e outras vão para o céu.
Soube-o quando falei ontem com a minha avó e lhe contei sobre o 14 de Maio. Nesse preciso instante, em que ela me respondeu "costumo dizer, só não viu quem não quis ver" e eu olhei nos olhos dela, meio resignados meio desiludidos, é que eu percebi, vou directo para o inferno!
Uma eternidade de Verão!
Atenção que eu adoro o verão. Top 5 das melhores estações do ano. Mas verão sem ar condicionado, sem passeios à beira mar, sem banhos de mangueira e baleias brancas, sem caipirinhas, sem minis!!? Não estava bem nos meus planos. Muito menos durante uma eternidade. Não sei se estão a perceber, uma eternidade ainda é bastante tempo...
Uma eternidade de Verão!
Mas mais uma vez, por estranha obra do destino, ou outra força paralelamente idêntica, neste mesmo dia, no dia que soube que vou para o inferno, alguém, certamente por intervenção divina, convida-me para ir a pé até Fátima. Juro!
E foi neste momento que soube que tinha salvação. Foi neste momento que uma (outra) pobre alma perdida (toma lá que é para não pensares que és tudo de bom), uma marioneta orientada de forma divina, me fez um convite para me redimir e recuperar a minha alma (quase) perdida. E não é que estou a pensar aceitar?
Sim avó, leste bem, estou a pensar ir a pé até Fátima!
Claro que temos de introduzir umas quantas variáveis neste assunto, não poderá ser simplesmente 'ir a pé' sem mais nada.
E se beber a quantidade de café da intensidade que bebi hoje, então, acho que antes de chegar a Condeixa metade de metade do grupo corta para a auto estrada e a outra metade mais a metade de metade que falta, volta para trás (nó? metade de metade é 1/4 e metade mais metade de metade são 3/4). Não interessa porque eu tenho amigos na cabeça, com uma eloquência e um poder de conversação acima de qualquer um, sendo qualquer passeio tudo menos monótono e silencioso e, se efectivamente for, se realmente decidir ir e salvar a minha alma (quase) perdida, se puser pés à estrada e alma ao caminho então, nem que vá sozinho. Mas vamos!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Coffee is my friend. Where’s my nicotine patch ?!

Um senhor chamado George Jean Nathan outrora escreveu: “I drink to make other people interesting”. Curiosamente não ficou muito conhecido por esta frase. Nem por esta nem por outras…
Já outro senhor mais conhecido, mas um pouco pior, não por ter dito algo mais interessante mas por ter escrito uma imensidão de livros sobejamente apreciados por todo o mundo, Stephen King, escreveu um livro chamado Cujo (Cão Raivoso). Até aqui tudo bem, não fosse ele não se lembrar de o ter escrito….
“Não fui eu que o escrevi.. foi a minha amiga Cocaína”.
Podemos subir ainda mais na tabela da importância literária: "Sometimes too much to drink is barely enough." - Mark Twain.
Houve de facto um número considerável de pessoas que não regulava muito bem e ficou conhecida por isso.. ou nem por isso, mas pelo menos sabemos quem foram (é o caso do primeiro senhor de hoje).
Não regulavam muito bem porque consumiam umas coisas engraçadas e depois escreviam outras coisas ainda mais engraçadas. E o melhor é que se começasse-mos a escrever o nome delas (os que pelo menos se sabe) ficaríamos com uma lista demasiado extensa. E os que sobram, são os verdadeiros loucos (Hemingway era bipolar).
No tempo em que as drogas eram legais (ler em Português e não em Brasileiro) a inspiração esvoaçava até pelos cantos recônditos do mundo.
Claro que ainda há escritores engraçados, mas não é a mesma coisa.
Claro que também há o álcool mas sejamos honestos, não é como uma seringada e já está… um 'pill' debaixo da língua e não se fala mais nisso… Um fungar e estamos servidos. Não! Esse é para beber até alucinar. Apesar de hoje em dia serem raras as pessoas que não bebem álcool… até cair, muito mais raras são as que bebem até alucinar (E ainda mais as que o fazem e escrevem, como o nosso Fernando Pessoa).

Embora haja mentes equivocadas (mas nem por isso menos iluminadas) que nos confundem, por vezes, com algo parecido com o genial (poderia dizer, modéstia à parte, mas não fui eu que falei), conseguimos manter alguma distância para a malta anterior.
As drogas ainda não apareceram (embora o seja muito difícil de explicar, a algumas pessoas depois de conversarem connosco) e em seu substituto está 1 café. 1 só e apenas. Dos fortes e chega.
Dá, pelo menos, para escrevermos algumas coisas parvas e na melhor das hipóteses, idiotas, a estas horas.
Ah espera, disseram-nos agora mesmo que também podemos ter HTA (hipertensão arterial) com o café.
Dá para alucinar com isso?