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segunda-feira, 9 de abril de 2012

(sem título)


Faz tempo que não escrevo uma letra.
Corrigir um acento que seja !
Uma pequena vírgula para, pausadamente, separar algo.
Nada...
Só me ocorre a inconcebível sinceridade e
já não consigo ser sub-reptício nas letras.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

O meu nome é [o meu nome] !



O meu nome é só meu e é por ele que me chamam ou repreendem no fim de uma frase de voz acentuadamente exclamada. O meu nome não serve para carinhos, sorrisos ou melosas interjeições, nem é proferido no final de "tens muita piada", mas foi várias vezes utilizado no final de "não te volto a chamar". Gosto de ti, ponto. Não te quero voltar a ver [o meu nome].
Quando [o meu nome] é usado no início, tremo numa ansiedade desmedida, enquanto aguardo o tempo entre o meu nome e a palavra seguinte. [O meu nome], "passas-me a água?" e a água ainda treme num jarramoto.
O meu nome, que é só meu, nunca é dito por mim, excepto quando me apresento. Olá, eu sou [o meu nome]. Eu sou muito mais do que o meu nome, mas é pelo nome que sou conhecido, exclamado no fim, não usado de bom e incerto pelo início.


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

My personal thirty:



O meu joelho doí-me de vez em quando. Nunca fui (para usufruto próprio) a um hospital em idade adulta e fui duas vezes a centros de saúde: uma, obrigado e outra, porque perdi o cartão de utente. Nunca vomitei por causa do álcool. Os pelos brancos do canto inferior esquerdo da cara, possuem charme fora da escala. Os 18 cabelos brancos só se vêem em determinados ângulos de luz. As rugas são só de expressão e acentuam as qualidades bem dispostas de um sorriso genuíno. Aos 30, continuo a fazer 8Km em menos de 30 minutos. Peso mais 2Kg do que aos 16. Bebo, em média, 200 sumos de laranja ao pequeno almoço por ano. Nos últimos 5 anos, tive duas gripes e meia e, aparte de dores no joelho e de uma recém tendinite, foram os únicos problemas de saúde. Estou, claramente, cada vez melhor (e mais humilde) !
All and all, Parabéns a mim.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Coisas que estupidamente decidi em dezembro...

...que ia fazer no resto do ano:

-> Beber mais água;
-> Ser (constantemente) (ainda) mais parvo;
-> Deitar-me mais cedo de 2ª a 5ª;
-> Deitar-me mais tarde de 6ª a Domingo;
-> Beber menos Gin no geral;
-> Não beber (tanto) nos dias 23 e 30 de dezembro (em particular)
(não pelos dias em si mas pelo acrescido esforço a que os respectivos dias seguintes obrigam);
-> Esquecer 2011 !;
-> Crescer 2cm em todos os sectores da vida;
-> Ganhar o ano;
-> Comer menos passas nos dia 30 e 31;
-> Correr o triplo, saltar o dobro e nadar 1 ou 2 vezes (no Verão conta).
-> África.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Quem é que faz anos hoje, quem é !



Feliz Natal ?

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

2 meses de leite com salada, entre outros




A comida estragada preserva-se muito melhor no frigorífico do que a comida em bom estado.



domingo, 16 de outubro de 2011

Frio, onde estás ?



O cérebro humano masculino está preparado para 4,1 meses de calor seguidos e 3,75 meses de roupas frescas, justas e curtas. Findo estes, provou um estudo recente, há lugar a descompensações hormonais de crescimento exponencial.
Frio, onde estás ?


quinta-feira, 16 de junho de 2011

aparte parêntesiado




São indicadores de má gestão financeira, de sanidade emocional comprometida e saúde mental dúbia (mas principalmente a primeira) quando o total do preço do Häagen-Dazs representa metade da fatura das compras de ontem. A segunda e a terceira tem mais a ver com o fato de hoje, o referido produto, já não existir...



segunda-feira, 13 de junho de 2011

*knock* *knock* ! Who's there?



Até hoje, em média, 526 pessoas visitaram este blog todos os meses. Destas, 335 foram únicas (não repetidas). 150 das visitas mensais, fizeram-no pela primeira vez e, no mesmo intervalo, 185 voltaram a visitá-lo.
Maio de 2009 e Maio de 2011 foram os meses com mais visitas imaginárias e Agosto de 2010 foi, de longe, o menos visto.
Foram escritos 344 posts em 121 semanas, ou seja, em média, desde o dia 10 de Fevereiro de 2009 até hoje, foram escritos 3 posts por semana.

No entanto, no total e até à data, foram feitos apenas 302 comentários, que apenas consigo explicar nas palavra de um grande amigo meu que, outrora e a título de opinião pessoal sobre este blog, me disse que a escrita solitária e anónima e muitas vezes demasiado pessoal que o caracteriza, não é mais do que uma outra forma de masturbação. Algo que, acrescento, ninguém tem por hábito comentar, seja do próprio, seja de outro...






FIM DE PARTE 2




terça-feira, 17 de maio de 2011

quinta-feira, 10 de março de 2011

Estados pré-parentais



- Estou?
- ...
- Olá! Então?
- ...
- Oh! A sério? Mas.. está tudo bem?
- ...
- Pois... com o meu é a mesma coisa. Coitadinho, passou o dia no sofá... não sei que lhe faça.
- ...
- Não diz nada, sempre cabisbaixo... até mete pena só de olhar.
- ...
- É como o meu... eu bem puxo por ele, mas nada.
- ...
- Amanhã levo-o ao veterinário.




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Então e o nosso Benfica?



Há todo um questionar da escrita pela qualidade das letras. Há livros ditos bons e ditos maus. Textos pessoalmente zinhos e pedaços de genialidade em palavras. Depois, há um fenómeno que não consigo bem explicar: o intercâmbio social pelos jornais desportivos.
É sabido que se há assunto em que todos podemos opinar, e até devemos, é o Benfica. Foi inclusive eleito esta semana, finalmente, como o melhor desbloqueador de conversa/quebra de momento embaraçoso, a frase, "então e o nosso Benfica?", mas a possibilidade de iniciar um qualquer contacto através de um jornal desportivo é simplesmente fascinante e digo-o sem qualquer tentativa sarcástica ou pretensão intelectual.
- Bom dia. O Sr. desculpe... importa-se que dê uma leitura?
E daqui podemos falar do braga, de Braga, do orçamento de estado sintetizado num parágrafo entre a análise do próximo clássico e reportagem sobre a nova namorada do Ronaldo, ou de todo o país resumido numa palavra, do Benfica.
A mim é que nunca ninguém me pediu o meu Peixoto.



terça-feira, 19 de outubro de 2010

e estro?

escrevo escrevo escrevo
                                     e apago,
escrevo escrevo escrevo
                                     e rasgo,
escrevo escrevo escrevo
                                     e risco,
escrevo escrevo escrevo
                                     e branco,
escrevo escrevo escrevo
                                     e nada,
escrevo escrevo escrevo
                                     e lixo,
escrevo escrevo escrevo
                                     e desenho,
escrevo escrevo escrevo
                                     e escrevo!
escrevo escrevo escrevo
                                     e repito...



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

caixa





caixa que te agitas,
que te mexes e espevitas,
pelo ruidoso barulho que transbordas,
és a caixa de tudo que me acordas.
embalas-me em tormentas,
não me fazes nem me pensas.
a caixa que faço para voltar ao mundo,
não me deixa viver nem um segundo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Que mude antes o mundo!




Que  eu,  não  quero !


Mantenho-me antes assim,
em mim até me fartar!
Vivo sem me fartar!
Existo,
existindo na constante ideia,
imposta subliminarmente pela vivência até então,
pelos genes,
ou mesmo por criação própria,
que o sentimento vence tudo!
Vivo nesta ideia de ilusão.
Existo na ilusão desta ideia,
no egoístico cenário onde a única coisa que importa é o sentir.
Se calhar,
como criança ingénua e inconsciente do mundo,
ainda acredito nas despedidas nas estações de comboio de beijos sentidos e prolongados,
como se do último se tratasse e,
nesse último,
por ser o último,
fosse obrigado a absorver a memória do tacto e do sentir.
Por ser o último,
querer e necessitar de guardar tudo.
Se falar pode estar sobrevalorizado,
a partilha do sentir estará subvalorizada:
"Guardas-me o chapéu? Voltarei para o vir buscar..." (e para te ver...).

Ainda mais criança,
mais ingénuo,
com uma maior recusa de que assim não seja,
de que fora disto não possa ser!,
com a maior das convicções de que ou é assim ou não quero!,
ainda vivo influenciado pelas películas a preto e branco.
Ainda imagino como verdadeiras as monocromáticas despedidas finais:
Um, de costas voltadas,
afastando-se,
despedindo-se apenas pelo olhar,
em grande tristeza do outro,
não o querendo,
com todo o orgulho próprio de um magnífico preto e branco de poucas palavras,
saindo!,
cada vez mais longe!,
cada vez mais tempo!,
cada vez mais triste!,
para...
antes do cair do pano...
antes do genérico e do final,
se ouvir uma corrida de saltos altos que diz
"não vás!":
um abraço forte;
quatro lágrimas de quatro olhos;
um masculino abraço sentido;
um beijo de duas cores e o feminino encolher de uma perna:
close-up...
música em forma de sonho,
um triste suspiro sentido para quem vê.
um triste suspiro sentido para quem lê,
um triste suspiro sentido para quem escreve,
e...

The End

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

...para a chegada


Nu,
monóton,
mar de não surpresas:
uma escondida:
naufraga
,
prisioneira do ritmo da gota.
Uma gotícula do esquecimento:
na cadência do grito ritmado:
Re...   pe....   ti.....   ção!
Ei  -  la  :
a brisa fresca que lê:
em mil folhas em branco:
Abre   a   torneira !
!!        !!
!!        !!
...para a chegada:
Todos os dias mais!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Almas de Terra Preta

Tenho um saco de almas que colhi do meu jardim. Aquele de terra preta onde nada cresce. Abafo-as de porrada naquele saco fechado sem ar onde não deixo nada sair. Nem uma alma daqui sai mas se saísse, saia negra, directa para o chão preto de onde nasceu. Lá dentro, existe a suspeita do nada fora do saco, de ser na sua essência que está a verdade do ser, mas quando parti o esmalte da força que fiz ao juntar os maxilares, rosnando o meu incompreensível, quando gritei os meus pulmões em sangue para a rua deserta, agarrando com toda a força o parapeito, arranhando-o enquanto ia plantando unhas demasiado crescidas, não senti dor e o saco caiu aberto. Vazio.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A semana dos três F

Esta foi a semana do volta ao passado do antigo regime, retornado para nos salvar da crise. Em pensamento pelo menos, que o azar do "maior português de sempre", sua ‘eminência’, Doutor António de Oliveira Salazar, foi, entre muitas outras coisas, a não existência de agências de rating... Esta foi a semana dos mais puros e verdadeiros valores portugueses de outrora, simbolizados novamente pelos "três F": Fado, Futebol e Fátima.
A um mês da candidatura de Fado como património cultural imaterial da Unesco, esta semana temos novamente o “destino” na voz. Todos cantamos a crise ao som melancólico e dolente de um fado sem solução. E se Fado era Amália, hoje, Fado é muito mais do que uma pessoa, mas se o quisermos, a Mariza será, apesar de uma sombra, a mais Amália dos nossos dias.
No futebol, o Benfica era o Benfica e, esta semana e este ano, continua o Benfica.
Fátima está no mesmo sítio, mais rica e opulenta, menos modesta que já não há monte nem pastores e, esta semana, a nossa senhora é sua santidade.


Viva o Benfica!
Viva o Papa!
Viva… a Amália (que deus a tenha) e a Mariza (que deus a deixa cá estar)
Viva Portugal!


Não, não, não! Calma!
Esta não foi a semana dos três F, foi a semana dos três J!
Joseph (Ratzinger), Jorge Jesus e José (Castro)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

13-de-Maio.pt = Dolce far niente

-Oh Maria, tá a dar aquele senhor de branco e sapatos vermelhos na TB!
-Oh pá muda essa porcaria para a praça da alegria!
-Também tá a dar o senhor!
-Então muda para o outro da companhia!
-Também tá na mesma!
-Nem o Goucha!?
-Nada!
-Oh, desliga mas é essa porcaria
-Olha lá… porque é que nós não fomos trabalhar hoje?


Com toda a presunção, injustiça social e snobeira a que tenho direito,
13-de-Maio.pt = Dolce far niente!


PS: Oh senhor Vitor, o senhor não é funcionário público... Será que não podia ter aberto hoje? E o meu café?