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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

pobres dos carros





- Eu já vi inclusive, uma que estava ali no Pingo-Doce sentada no chão, com um copo e uma criança pequenina, coitadinha, e não é que chega um Mercedes faz sinal e ela entra?!
- Uma vez vez também estava quase a dar a uma quando foi entregar o saco a um homem. Eu disse-lhe logo, "sou velha mas não sustento chulos"!
- Eu uma vez em Fátima estava um que coxeava das pernas, coitadinho, e depois o padre quando estava lá diz, "ninguém dá nada a esse homem! Ele veio pelas suas próprias pernas!" e foram para trás dele e disseram, "levanta-te e vai!" e não que ele vinha num BM e andava sozinho!?




quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Então e o nosso Benfica?



Há todo um questionar da escrita pela qualidade das letras. Há livros ditos bons e ditos maus. Textos pessoalmente zinhos e pedaços de genialidade em palavras. Depois, há um fenómeno que não consigo bem explicar: o intercâmbio social pelos jornais desportivos.
É sabido que se há assunto em que todos podemos opinar, e até devemos, é o Benfica. Foi inclusive eleito esta semana, finalmente, como o melhor desbloqueador de conversa/quebra de momento embaraçoso, a frase, "então e o nosso Benfica?", mas a possibilidade de iniciar um qualquer contacto através de um jornal desportivo é simplesmente fascinante e digo-o sem qualquer tentativa sarcástica ou pretensão intelectual.
- Bom dia. O Sr. desculpe... importa-se que dê uma leitura?
E daqui podemos falar do braga, de Braga, do orçamento de estado sintetizado num parágrafo entre a análise do próximo clássico e reportagem sobre a nova namorada do Ronaldo, ou de todo o país resumido numa palavra, do Benfica.
A mim é que nunca ninguém me pediu o meu Peixoto.



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Silêncio



- O apreciar do silêncio não é para todos. Requer uma sensibilidade e calma própria para o saber apreciar.
- Ah pois não... Eu quando está muito barulho não consigo fazer nada. O ruído incomoda-me.
- Eu gosto de substituir o silêncio por música.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

O país - patrocinado por CP


- Ganham não sei quanto mais do que o presidente da república... mas isso faz algum sentido? É o maior é o maior, toda a gente sabe disso... O Salazar é que era bom... um homem bom. Com a PIDE eu não concordo, agora com Salazar... Nós agora não vemos nada cá... não temos subsídios para nada
- Antigamente trocavam milho por azeite
- Nós agora não podemos produzir nada... eu só gostava de ver, cancelavam só durante um mês o que vem de fora... morríamos de fome! Por isso é que gostava daquele homem.
- Façam greve! Faz-se greve por tudo... se faz chuva, se faz sol se cai granizo...
- Mas não são os que trabalham que fazem greve... São os da função pública!
- Não são os da serra e do campo não!
- Roubam no banco, fazem o que querem, vão presos e não os obrigam a pôr o dinheiro.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Valor

- Agora que ando sozinho, penso em tanta coisa... Sonho com ela todas as noites. Ela dizia que eu tinha tudo o que ela queria para ela. Até no hospital, ela olhava para mim e sabia o que eu estava a pensar. Uma mulher daquelas não era para ir embora. Por isso, ando a pensar em tudo isto... se há céu... no outro mundo...
- ...no inferno.
- O inferno é onde andamos todos. Eu não dava grande valor, pensava que as outras senhoras eram assim e um dia ela disse-me, quando te faltar é que vais sentir a minha falta. E ela já cá não está e agora eu vejo que tinha razão... Mas porque é que não fui eu!? Safava-se melhor ela cá do que eu.
Ela conhecia-me, não tinha ciúmes. Mesmo no meio de mulheres ela conhecia-me, sabia como eu era. Foi em Dezembro de 99. Ao início não acreditava que ela tinha ido, agora, que sonho sabendo que ela partiu, ela diz-me, "não fui nada".