Mostrar mensagens com a etiqueta feelings imaginários. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta feelings imaginários. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 13 de março de 2012

Outros tempos



Houve um tempo,
que conduzia toda a noite só para estar de manhã,
que oferecia flores
e de tão bom,
era mau.
Em tempos,
houve um tempo de música nova,
de longas manhãs
pelas longas noites anteriores,
de vinho tinto e de carne.
Em tempos,
o tempo era de planos desmesurados e sem medidas,
as esperas eram agonizantes
e, por ser um tempo que se julgava não ter fim,
não se media o infinito.
Em tempos,
houve um tempo de um sol diferente para uma pele despreocupada,
de um insosso mar sem sal,
de voadoras estrelas cadentes
e do estranho bom tempo.
Tempos houve do Genuíno e da dúvida,
do Calor e da indiferença,
do Querer e da simples vontade.
Houve em tempos,
um desejo que começou com um vento que nunca estava longe,
era o tempo em que o vento me falava
e eu contava os dias e as horas,
era um tempo de magnífica ingenuidade,
de línguas revoltas e ignorantes corpos,
eram tempos sem gatos nem ciúmes...
e até eram bons tempos...
mas isso,
eram Outros tempos.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Fado




É o que vivemos que nos molda a cara,
o que sonhamos,
           que nos faz viver,
o que sentimos,
           que nos faz perder,
mas é pelo que desistimos que somos assombrados.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

two ships...

...one wreck.


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

FooOool.e




Ás vezes apetece-me comprar um bandoneón só para ter o prazer de o desfazer em pedaços de pontapés musicais, a um murro por oitava!
Uma simples ideia, é quanto basta para destruir o pensamento. Por sua vez, muitas outras vezes, um pensamento, é quanto basta para fazer surgir uma ideia.
Uma lagarta concertina de raciocínio que dá vontade de bater só por ousar alterar-me o ritmo cardíaco!
O pior suplício do homem, é uma espera e a pior categoria em que se pode alguma vez encaixar, é o cinzento.



segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Guardada nos Rascunhos





Hoje acordarei cheio de coragem!
Pronto para enfrentar o mundo e lhe mostrar quem manda. Com a coragem que acordarei para ensinar o mundo, aconselhar a todos - que todos me parecem procurar o conselho. Aparentemente, é em mim que a verdade vive e, por isso mesmo, ensino e mostro e sorrio a sabedoria do óbvio e do teórico, aquela de que todos parecem precisar.
Deste lado logo se vê... se via, porque hoje, hoje cuidarei de mim. Curar-me-ei, completar-me-ei mais um pouco e comigo mesmo, e farei ainda um pequeno acrescento.
Corajoso, vou denunciar o interior e viver para a lua ao sol. Vou aprender a voar, a crescer e a aparecer, e vou dizer que estou ali, e aqui e ali, sempre e ao mesmo tempo.
Hoje, vou dizer que sim e não ter medo do não.
Vou ser pensamento em voz, corajosa presença numa vulgar coragem que julgo ser só minha e, no derradeiro e final acto, corajoso, como sempre acordo e me deito, carrego no vermelho e leio todas as nobres intenções numa única fralda: "Guardada nos Rascunhos".



quinta-feira, 21 de julho de 2011

3218




Todos os dias um acaso diferente. Uma, ocasião imprevista que produzia um facto: o próprio acaso. Um acontecimento inesperado, repentino - casual mesmo - até ao "Feliz Acaso" que era ele próprio a hipótese fortuita de que, se calhar, talvez, por um mero contínuo acaso, naquele dia, desejar insistentemente e de forma repetida, de olhos fechados, cerrados a toda força, engelhados na pele e na expressão e na força do desejo, um 3218.
600 mil pessoas em Lisboa e, naquele dia, no dia que o mais desejou, como se - pensava - fosse impossível desejar ainda mais, vezes e vezes sem conta, com todo o falso poder da sua cabeça que tentava em vão influenciar o mundo e o acaso, a provocar o próprio acaso, eis que surge um redondo e magnífico e azul e alheio a ele e ao mundo... 3218... edição especial... sem parar... deixando-o parado... num repetido sinal vermelho, de um apático acompanhar de cabeça alheio ao restante.
Nessa noite de 3ª feira haveria de sonhar... e muito. - E infelizmente!, acrescentava-lhe o fustigado interior.



sexta-feira, 27 de maio de 2011

De partida para outras Coisas



E, de repente, tudo muda pela ideia da sugestão oferecida, de que tudo vai ser diferente: de repente, não há escape nem poder de decisão efetivo, e isso, não parece ser bom mas também não parece ser mau, apenas assustadoramente muito diferente e assustadoramente muito de repente e... alegremente muito longe.
Mas decidam-se coisas e parta-se. Faça-se finalmente algo de egoisticamente único mas, ao mesmo tempo, para o mundo: o nosso. Decida-se e arrisque-se e, já agora, fale-se antes na minha primeira pessoa: Tenho medo. Medo do nada, mesmo que o nada nada me tenha feito e, curiosamente, ontem, hoje e amanhã, é (foi) dia de Coisas. Depois, se não houver coisa minha que lhe resista, o mundo recomeça, desta vez, novamente e finalmente: Longe daqui !






terça-feira, 24 de maio de 2011

Estado pré resiliente




Não há cartas no correio... nem debaixo da porta.
Já ninguém espera nem ninguém responde.
Já não se sabe sequer o que existe e,
com o nada e com ninguém,
não há propósito.
(parece!)
Apenas parece não haver propósito quando tudo é negro até ser claro novamente.
E,
    num sorriso,
                           ás vezes,
                                                é preciso voltar as costas para ver quem vem atrás...





quarta-feira, 18 de maio de 2011

Hoje acordei o sol




Ainda não existem horas nesta manhã,
porque não houve noite nesta noite.
Se não existiu sono, não existiram horas.
É o corpo que aponta os minutos que, quando são horas,
se existe luz,
é tempo.
Mas hoje ainda não existe luz nem existem horas.
Eu, nem sei se ainda existo, por isso     corro,
                                                                c o r r o,
                                                                      c  o  r  r  o
para acordar a luz e com ela, acordar a cidade.
Já sei que com a cidade acordo eu.
E começa a manhã:
Diferente de todas as manhãs, numa manhã que foi dia sem noite.
Começa o dia de dia, sem pernas e sem folgo e sem a prévia noite que adormece o dia e o descansa,
para hoje,
o dia,
ser dia sem noite.
Hoje, ainda não existia luz e já eu     corria,
                                                        c o r r i a,
                                                               c  o  r  r  i  a
e gritava os pulmões em silêncio, na esperança de esquecer as noites e os dias.
Bom dia:
Hoje, foi eu que acordei o sol.








segunda-feira, 9 de maio de 2011

Queda livre



Por vezes, a solução para sobrevivermos é a negação: negamos que precisamos de descansar, negamos que temos medo, negamos o quão desesperadamente queremos ter sucesso, negamos que estamos mal. Mas mais importante, negamos que estamos em negação. Apenas vimos o que queremos ver e acreditamos no que queremos acreditar, e resulta. Mentimos a nós próprios tanto, que a mentira começa a parecer verdade. Negamos tanto, que não conseguimos reconhecer a verdade à frente dos nossos próprios olhos. E, no final do dia, há coisas que simplesmente não conseguimos evitar não falar. Algumas não queremos ouvir, outras falamos porque não conseguimos mais mantermo-nos em silêncio. Algumas são muito mais do que aquilo que dizemos, são aquilo que fazemos. Algumas dizemo-las porque não temos outra escolha, outras guardamo-las só para nós. E, não muito frequentemente, mas todo o de vez em quando, algumas, falam por si.
Por vezes, durante o mesmo frequente todo, não conseguimos ter a calma que queríamos. Perdemos o controle que ninguém gosta de perder. Não há nada pior. É um sinal de fraqueza... de não estar à altura. Mesmo assim, há tempos em que simplesmente sai do nosso controlo: quando o mundo pára de rodar e apercebemo-nos que nada que digamos ou façamos nos vai salvar. Por muito que lutemos, caímos. Perdemos. E é assustador. Exceto na vantagem da queda livre: é a hipótese que damos aos nossos amigos de nos apanharem.
(ou, no limite, de sentirmos o chão)





sexta-feira, 6 de maio de 2011

Fantasias Irrespiráveis




Lembraste de como era quando eras criança e acreditavas em contos de fadas, na fantasia de como seria a tua vida, vestido branco, principe encantado que te levava para um castelo num monte. Deitavas-te à noite na cama, fechavas os olhos e tinha uma completa fé interior. O Pai Natal, a Fada dos Dentes, o Principe Encantado, todos tão reais que os sentias, mas, eventualmente, cresceste e, um dia, abriste os olhos e os contos de fada desapareceram.
Grande parte das pessoas vira-se para as coisas e pessoas em que confia. Mas a questão é que é difícil de largar totalmente aquele conto de fadas porque, quase todos nós, temos uma pequena quantidade de fé, de esperança, de que, um dia, abramos os olhos e tudo se torne verdade.

E no final do dia a esperança é algo de engraçado. Aparece quando menos esperas. É como quando um dia te apercebes que os contos de fadas são ligeiramente diferentes daquilo que sonhaste. O castelo, bem, não é bem um castelo. Não é assim tão importante o felizes para sempre, mas sim o felizes por agora. Sabes, é que de vez em quando, uma vez em cada lua azul, as pessoas vão te surpreender e, de vez em quando, há mesmo umas que te cortam a respiração...


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Pequena Fuga




Afinal, o mar não é assim tão salgado,
os nosso pés, não são assim tão diferentes e,
apesar de o sol queimar,
queima de tão bom que queima a sorrir.

O frio, resolve-se com um abraço,
A fome, saceia-se com a presença e,
o amor,
contém-se em pequenas fugas de beijos enormes,
só para que não seja pegabicho e enjoado e todo de uma só vez.

As noites, são passadas a desejar que a cara acorde,
o vento, refila e grita para que a cara acorde
e só depois, se cala e finge que dorme.

Os dias, são desejos de infindáveis tudos e,
a areia, é a minha pele e a tua pele e o meu suor e o teu suor, e,
nada mais senão a nossa pele e o nosso suor.


E passa o sol e mantém-se o mar,
e trocamos os pés e para sempre,
e mantemos uma nova cor e um sorriso,
e abraçamos o calor e contenho fugas,
e a saudade expulsa a fome e o amor alimenta o resto,
(e é só mais um pouco e seremos gordos outra vez!)
e a noite é só, mas cheia e plena e Feliz!,
e os dias, dizem que a culpa é do sol que se mantém e do mar que passou,
e o vento... não refila mais que não o deixo, nem o ouço, nem o quero,
porque esta areia, é para sempre,
e a minha pele, é para sempre.
E a tua pele e o meu suor e o teu suor e nada mais...
senão a nossa pele, e para sempre.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

6/4 = 2























                                                                                  Houve tempo em que viagem era único pensamento,            único desejo,
e cada metro,
         minuto de única vontade.

Tempo houve em que único pensamento,
era desejo da viagem e passar dos minutos.
Tempo em que ar esperava pela calma e por porta.
Uma porta que, em tempos, se abria em sorrisos de mãos transpiradas.
Sonho de tempo sem viagem, do lado de dentro de uma porta.


            Houve ânsia de tempo,
   em que viagem
e partida,
                                                eram mais calmas que chegada,
        e era aí,
                                                            que tempo e mundo começava.


Chegados                                                :  
 mesma falta de vontade de partidas,
outro tempo                                                    ,
mãos ainda mais transpiradas                      ,
e mesmo único desejo de única vontade...



Parabéns! :)


segunda-feira, 4 de abril de 2011

dramático leproso




Estragou-se-me a música e foi assim mesmo que a decomposição começou: Estragou-se-me a música que me era tudo e agora nada ouço. Estragou-se-me o mundo por detrás da lente e agora tento-o guardar por mim. Por mim! que nem me recordo dos minutos anteriores a este. Estragou-se-me a comida que me fazia crescer e agora mirro. Estragou-se-me o sol que era de todos, depois nosso e agora só teu. E no final de tudo isto, estragou-se-me os dias, para que cada dia se arraste, sem o som solarengo por detrás da lente do mundo insípido e sem sabor.

E agora, a minha música é o meu silêncio. Os retratos, tiro-os para mim, de olho direito fechado, à espera que a minha fraca desculpa de cabeça os guarde por mais um dia ou outro. A minha comida, para o mal do meu interior, sou eu que a faço, sem sal nem gosto. A minha luz, é escura e fraca, ausente de calor que também esse ficou estragado. Como um leproso, vivo avelhentado pelo meu estado de putrefação invisível, corrompido pela ausência da luz e carência de nutrientes, numa doença mental, incómoda e nojenta que se revela na pele. A pele da minha pele que se escama, que cai de podre em pouco, pouco a pouco, de cada vez, em pedaços podres, senão já mortos, para remoçar a casca e reaparecer, não das cinzas (que não voo) mas da carne podre que sou e se amontoa.
E os meus dias, são tudo isto, mais um pouco.



domingo, 3 de abril de 2011

Is there?



There's a limit to your love
Like a waterfall in slow motion
Like a map with no ocean
There's a limit to your love
Your love, your love, your love

There's a limit to you care
So carelessly there, is it truth or dare
There's a limit to your care
There's a limit to your love
Like a waterfall in slow motion
Like a map with no ocean
There's a limit to your love
Your love, your love, your love




quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estima Consideração



Ao, som, do teu, tom...
Ao, tom, da tua, batida...
À, batida, do teu, ritmo,
e,
à tua vontade...
Acate-se à tua, cadência...
Ao teu, movimento,
e,
ao teu desejo...

Cumpra-se a desintensidade do seu compasso,
Respeite-se a irregularidade do seu sentir,
Venere-se o desagradável recito.

Mé...           chhhh...

Mó...                        vhhhh...

- T E .


                             e

             n


   t    

                        a:

Destróis pela calma matando a sofreguidão boa do querer na tua imposta cadência da ausência de ritmo...
até que eu morra.


sábado, 29 de janeiro de 2011

saudade



saudades de ser gostado de uma certa maneira.
saudades de um certo tipo de sentimento.
não de pessoas,
não do tempo

(que não o troco por nada)

não de nada mas de apenas de um certo tipo de gostar que já foi.


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

vulca...~ a d ....o



aPETECE-ME PEGAR-TE COM FORÇA PELOS CABELOS E GRITAR-TE AOS OUVIDOS... eSPALMAR-TE A CARA ENQUANTO COLO A MINHA E BERRAR-TE A MINHA RAIVA. mOSTRAR-TE O MEU LATEJAR PARA QUE ME VEJAS ENQUANTO AVERMELHO. qUERO PEGAR-TE NOS BRAÇOS, ABANAR-TE DURANTE HORAS E EM TODAS AS DIRECÇÕES ENQUANTO CONTINUO A GRITAR O IMPERCEPTÍVEL, PARA QUANDO ME CANSAR, TE ATIRAR, NUA E SEM REACÇÃO, PARA CIMA DA CAMA DESFEITA, RESPIRAR FUNDO, MOLHAR OS LÁBIOS SECOS COM ESTA LÍNGUA, OLHAR-TE NOS OLHOS INCRÉDULOS, E COM TODA A TERNURA PERGUNTAR-TE,

-Estás bem?


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Morte por acordeão


Morri pela música e já não sei escrever.
Para onde olhas?! Pelo que procuras!?
Eu!... Aqui!...
Eu, sem música
(é certo...)
sem sorriso,
(bem sei...)
sem verdade,
sem saber que me sobra para ter que morrer assim: o tenebroso som do teu olhar.
Que a morte me merece, mas não assim que ainda me mata mais pensar de ver passado em ti: seca-se-me a garganta, falha-se-me o ar e o teus olhos imperiais de rainha de copas, impõem-se-me e ordenam-me:

                          morte por acordeon!



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quanto custa?



Custa acordar a pensar: Custa pensar em como gostar depois de GOSTAR e por isso, custa a andar. Custa a andar quando andar é deambular. Custa atravessar a cidade olhando o chão, olhando o frio a sair da boca e custa ver tudo isto, sem realmente ver nada: Custa não saber. Custa ficar de pé num metro a ouvir o silêncio porque o que custa, é recordar agora que o que ouvia, era o silêncio e custa admitir que perdi o tempo e o espaço e segui sem sair. Custa que as portas se fechem e não me aperceba que fecham. Custa voltar atrás quando se está atrasado. Custa almoçar a trabalhar ao som da mais maravilhosa música e quase que custa não me aperceber que me levantei enquanto falavam para mim. Custa que não me custe os olhos que me seguem incrédulos por me levantar, porque não percebem que não os ouço, e isso, custa-me. Custou-me quando me dirigi ao sotaque francês e perguntei que maravilha estava a ouvir. Custa sorrir ao sourire só para responder de igual forma ao sorriso. Custaria ouvir o propriétaire dizer que isto, não se ouve, não se compra, nem se vê em mais lado nenhum... custaria! Não fosse eu teimoso e procurasse até ao fim do mundo (que isso já não me custa) por uma música assim. Mas custa-me que a única razão de uma música assim ser assim, ser para querer oferecer uma música assim... Custa-me que me levante, que deixe de ouvir e de ver, que deixe de tudo, porque num sopro de vontade e esperança, quis que ouvisse o que ouvia. Custa-me que queira partilhar assim e custa-me um bocadinho muito mais só porque a música já acabou. Mas aquilo que mais custa, é ter a noção do quanto custa e, talvez por isso, custar ainda mais... custar tanto como receber, no dia que custa muito, novidades que não são novidades, mas que custam. E quanto custa tudo isto? Custa muito...