sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
A década da partilha, by OMAI
Evoluímos para a perfeição.
Era bom, mas não. Evoluímos é para o improvável caos, aquele que seria mais certo de acontecer mas por uma qualquer razão não se dá. E se o caos pessoal não atinge, não faz danos nem baixas, além da singular, o caos social por si só, é devastador. O incómodo em massa.
O caos não está só na desordem, está no aproveitar da ordem anunciada dos outros. Por isso mesmo, estão cada vez mais reunidas as condições para o caos e a culpa é do índice de avaliação individual. Passamos a explicar:
Nos anos 80/90 foi o quociente de inteligência que ditou o evidenciar de cada. Um QI elevado era sinal de genialidade por sobressair, entre muitos, os medianos, como alguém intelectualmente mais evoluído. Era de única importância uma capacidade de raciocínio elevada e de um encadear lógico aliado ao domínio das faculdades visual-espacial não verbais. Um génio dominava os hemisférios do seu cérebro!
Com o passar dos anos, chegando ás décadas de 90/00, com as depressões geniais, os loucos, surgiu um factor avaliativo para ajudar à definição de grande ser pensante. Perfeito perfeito, seria ser-se um génio emocionalmente estável e equilibrado. Ora chamemos-lhe quociente emocial, que torna qualquer indivíduo de QI elevado, num de sensibilidade desenvolvida e, ao mesmo tempo, capaz de tomar decisões baseadas na tolerância, fundada na capacidade de compreensão. Um génio dominava todo o seu cérebro e o sistema nervoso!
No começo de mais uma década, um outro parâmetro começa a sobressair, sendo olhado com alguma relevância na avaliação do indivíduo. As redes sociais, que a poucos escapam, teve, por esta mesma razão, uma grande influência nesta nova evolução avaliativa. Junta-se aos anteriores, o quociente social. Já não é necessário ser-se genial e um grande controlo emocial não basta. Temos de o ser isso tudo, também em comunidade, capazes de uma interacção social que nos destaque. Um génio domina as massas!
Vivemos na década da partilha. Todos querem partilhar, contar, mostrar, dizer, exibir, falar... Olha! Olha! Olha! E pegou. Em muito pouco tempo, de estaca, pegou. E pegou porque somos muito curiosos e, de repente, toma lá tudo o que queres saber. Quando é que a curiosidade acaba? O que acontecerá? É só mudar a fórmula e inventar outro quociente.
Sejamos anacoretas e nada disto interessa. Mas vivamos para o mundo em redor, contrariados ou não, mesmo que o criticando, e joguemos pelas regras.
Para nós, a evidência pessoal está na consciência de tudo...
Sendo considerados aclamados visionários, podemos adiantar que em 2020, falar-se-á do quociente consciente, que não é mais do que a capacidade de estar consciente a toda a sociedade. Senão, veja-se: Inteligência -> controlo da inteligência pelo controlo emocional -> controlo emocional em comunidade -> consciência dos QIs+QEs+QSs que nos rodeiam (QC).
Só por isto, só assim sem mais nada, acho que já mereço um Nobel...
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apartes,
Imaginações da Vida
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Distribuição (mais do que) normal
É tudo uma questão de estatística, mas não há probabilidades garantidas. Vai do 1 ao 99% e fica o 1% (para cima e para baixo) a prever os casos... especiais.
Cuspir num homem é 96% certo de ser retribuído por um murro na cara. Numa mulher, 99% certo de levar, pelo menos, um estalo (bem dado) nas trombas com a mão mais anelada. Caso especial: estupefacção e outros cuspos.
Existe 1% de hipóteses de comer peixe fresco à 2ª feira. Caso especial: pescar o próprio peixe e pescadores em tempos de crise com mais de 5 filhos abaixo dos 12 anos.
A probabilidade de beber um café e este ter vindo do Brasil é de 61%, no entanto, se estivermos na Alemanha, existe a mesma mas de ter vindo da Colômbia. Caso especial: não beber café ou este vir do Vietname.
Hoje há 20% de hipóteses de chover. Caso especial: chover.
Em todo o mundo, com 99% de certeza, no último minuto caíram 6000 raios na terra. Caso especial: Feriados e mudança da hora.
77% de todas as estatísticas têm a ver com tabaco. Caso especial: As que são sobre cancro do pulmão.
85% das mulheres usa o número de soutien errado. Caso especial: hippies.
91% dos homens solta uma flatulência silenciosa em público, sempre que pensa que ninguém a vai ouvir. 43% acha que não vai cheirar. Caso especial: Homens após uma proctoscopia e transexuais.
89% das estatísticas oficiais são fidedignas, escrupulosas e baseadas numa amostra credível. Caso especial: osmeusamigosimaginários.
Azar? Azar é ter uma estatística baixa.
Cuspir num homem é 96% certo de ser retribuído por um murro na cara. Numa mulher, 99% certo de levar, pelo menos, um estalo (bem dado) nas trombas com a mão mais anelada. Caso especial: estupefacção e outros cuspos.
Existe 1% de hipóteses de comer peixe fresco à 2ª feira. Caso especial: pescar o próprio peixe e pescadores em tempos de crise com mais de 5 filhos abaixo dos 12 anos.
A probabilidade de beber um café e este ter vindo do Brasil é de 61%, no entanto, se estivermos na Alemanha, existe a mesma mas de ter vindo da Colômbia. Caso especial: não beber café ou este vir do Vietname.
Hoje há 20% de hipóteses de chover. Caso especial: chover.
Em todo o mundo, com 99% de certeza, no último minuto caíram 6000 raios na terra. Caso especial: Feriados e mudança da hora.
77% de todas as estatísticas têm a ver com tabaco. Caso especial: As que são sobre cancro do pulmão.
85% das mulheres usa o número de soutien errado. Caso especial: hippies.
91% dos homens solta uma flatulência silenciosa em público, sempre que pensa que ninguém a vai ouvir. 43% acha que não vai cheirar. Caso especial: Homens após uma proctoscopia e transexuais.
89% das estatísticas oficiais são fidedignas, escrupulosas e baseadas numa amostra credível. Caso especial: osmeusamigosimaginários.
Azar? Azar é ter uma estatística baixa.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
remoto resquício
Contínuos resquícios da pouca luz,
Censurada pela agitada palavra,
Alimentam o desejo de viver...
Criam-no.
É por eles que torno a ansiar.
Por uma nova oportunidade de os mal tratar,
De me tornar a queixar e, principalmente,
De voltar a ouvir queixas.
É no acabar da luz que acordo.
Estremunhado, insulto o seu fim
Pelo desaproveitar do tempo.
Mas faço-o de engano consciente,
Pois é no fim da luz,
Por entre a sua pouca dimensão,
Dentro do resquício luminoso,
Que marco o interregno momentâneo do coração.
É por ele que agora me queixo.
Agora, que a luz já não é pouca,
É somente a mesma,
A queixa não se ouve.
É dela que tenho saudades... da queixa.
Porque mesmo quando a luz acabava,
Naquela indeterminação do fim do crepúsculo
e do início da noite,
Mesmo aí,
As queixas não eram apenas queixas,
Eram apenas caras.
E tudo recomeçava.
Com a vontade alheia ao mundo,
Onde só aqueles resquícios importavam.
Fora deles,
Nada!
De uma singela janela para o mundo,
Um outro que nunca chego a visitar,
Que nada me diz,
Apenas observo à cada vez menos média luz,
O seu desaparecer.
E depois?
Depois é como antes.
Vivo!
(até ao próximo resquício de luz)
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lirismo imaginário
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Os doze pinhões por abrir
01Fazemos promessas enquanto vimos o futuro.
São os planos do fim, de um ano maduro.
02Começa um novo, um verde ainda moço,
Cheio de vigor, não há desvios neste troço.
03Este ano, quem trocou as passas por um mirtilo,
Safe-se agora com um único desejo daquilo.
04Nada a temer, que basta uma ericácea petiz,
Para pedir o que se quer, e ser Feliz.
05Para os outros, por cada passa, um desejo,
Mas se de uma vez, doze num pestanejo
06Não chegam para o pedido,
Não há vigor ou moço, que te livrem do castigo.
07Dizem que de promessas está o inferno cheio,
Pois nunca fez mal a ninguém, morder um pouco do freio.
08Por uns instantes parar para poder pensar,
No caminho por onde nos vamos encaminhar.
09E é em jeito de senso comum,
Este conselho embrulhado em debrum.
10Que apesar de dever ser bom senso,
Deixo-o com um gosto imenso.
11É neste postzinho de sabedoria popular,
Que deixamos votos de um ano singular.
12E se já se sabe que não será para toda a gente,
Se for só para nós, também fico contente.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Hermaphroditus
Era uma vez o Hermes. Olá Afrodite, coisa tal, vamos só ali atrás e... já está!
Era uma vez o Hermaphroditus. Rapaz esbelto, de um porte invejável, com uma face apenas possível de descrever por Bocage em seus poemas. Um deus.
Ora uma tal de Salmacis, afeiçoou-se loucamente pelo nosso rapaz, que transpirava lascívia, sendo portanto compreensível tal rendição aos seus naturais encantos. Pensando de forma contrária, e sendo o nosso rapaz, daqueles às direitas, este, pediu à senhora para ir polir a estátua de Mercúrio ao templo mais próximo, antes que a sua paciência divina se esgotasse. Vendo-se livre de tal impertinência, foi tomar um banho. Eis que, surpreendido por detrás, Salmacis envolve o seu corpo no do nosso jovem Hermaphroditus, afagando-se a ele, beijando-lhe o peito vigorosamente, oferecendo-se numa tamanha luxúria que deixou o rapaz perplexo. Antes que este emitisse qualquer palavra, Salmacis implorou aos deuses que os dois não mais se separassem.
E parece que assim foi. Não sei se os deuses perceberam mal o que a senhora queria mas, sabe-se que seus corpos tornaram-se num só e o nosso rapaz, coitado, só porque não estava na onda daquela senhora, tornou-se no primeiro intersexual da história.
Toda esta introdução porque, recentemente, lemos que a Lady Gaga tem uma pila. Os fãs mais aguerridos, estarão neste momento a fechar o browser comentando, só agora?
Ora se tem uma pila, sendo uma lady, é portanto uma hermafrodita.
Primeira dúvida de muitas: será mais correcto dizer umA ou UM?
A história diz-nos que, inicialmente, será um. Mas depois do ‘um’ ter sido agarrado por detrás, parece-nos que umA estará um pouco mais correcto.
Uma outra dúvida ocorre-nos. Será possível ter sexo com “ela” própria? É que isto eleva a masturbação a um outro patamar.
Algumas mentes mais conservadoras, de bases cristãs mais sólidas, estarão certamente a indagar-se sobre esta mesma masturbação sem preservativo. Será possível engravidar-se a ela própria?
Era uma vez o Hermaphroditus. Rapaz esbelto, de um porte invejável, com uma face apenas possível de descrever por Bocage em seus poemas. Um deus.
Ora uma tal de Salmacis, afeiçoou-se loucamente pelo nosso rapaz, que transpirava lascívia, sendo portanto compreensível tal rendição aos seus naturais encantos. Pensando de forma contrária, e sendo o nosso rapaz, daqueles às direitas, este, pediu à senhora para ir polir a estátua de Mercúrio ao templo mais próximo, antes que a sua paciência divina se esgotasse. Vendo-se livre de tal impertinência, foi tomar um banho. Eis que, surpreendido por detrás, Salmacis envolve o seu corpo no do nosso jovem Hermaphroditus, afagando-se a ele, beijando-lhe o peito vigorosamente, oferecendo-se numa tamanha luxúria que deixou o rapaz perplexo. Antes que este emitisse qualquer palavra, Salmacis implorou aos deuses que os dois não mais se separassem.
E parece que assim foi. Não sei se os deuses perceberam mal o que a senhora queria mas, sabe-se que seus corpos tornaram-se num só e o nosso rapaz, coitado, só porque não estava na onda daquela senhora, tornou-se no primeiro intersexual da história.
Toda esta introdução porque, recentemente, lemos que a Lady Gaga tem uma pila. Os fãs mais aguerridos, estarão neste momento a fechar o browser comentando, só agora?
Ora se tem uma pila, sendo uma lady, é portanto uma hermafrodita.
Primeira dúvida de muitas: será mais correcto dizer umA ou UM?
A história diz-nos que, inicialmente, será um. Mas depois do ‘um’ ter sido agarrado por detrás, parece-nos que umA estará um pouco mais correcto.
Uma outra dúvida ocorre-nos. Será possível ter sexo com “ela” própria? É que isto eleva a masturbação a um outro patamar.
Algumas mentes mais conservadoras, de bases cristãs mais sólidas, estarão certamente a indagar-se sobre esta mesma masturbação sem preservativo. Será possível engravidar-se a ela própria?
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Dois mil e dez
É no final de tudo, das coisas e do tempo que, normalmente, nos pomos a pensar... por isso, no final de mais um ano, pensemos:
Faça-se um pensamento por ano e já não está mal pensado. Este é longo... foi longo. Longo de fazer acabar a água quente no cilindro, enquanto pensamos.
Sem querer ser um perfeito anormal para quem 2009 não foi generoso, este, foi um ano perfeito. Neste ano, nada de mal, porque mesmo o mau, foi bom. Neste ano, tudo foi possível, quebraram-se as regras pela vontade e lá fomos nós. Este ano, o impossível aconteceu, porque neste ano? Fez-se magia!
Primeiro estranha-se e depois entranha-se, dizem, pois então, falta apenas deixar de estranhar primeiro para começar apenas a entranhar. Corramos no sentido contrário das coisas para absorver tudo e não deixar nada, sorver o mundo até não ter mais ar. E não precisa de ser de uma vez, nem é preciso que se o ouça... basta que o seja. Aos sorvos, aos poucos, lentamente, mas devorando-o sempre sem fôlego.
Que melhor maneira de morrer do que sem folgo? A sorrir, talvez, mas esperemos que ainda não seja em 2010.
Finalize-se o pensamento, iniciem-se (se acreditarmos em tais coisas) os desejos e as resoluções de uma semana de duração.
Cá vai a primeira para 2010: igual a 2009!
Bem, não nos deixemos levar pela fantasia...
Parecido?
Faça-se um pensamento por ano e já não está mal pensado. Este é longo... foi longo. Longo de fazer acabar a água quente no cilindro, enquanto pensamos.
Sem querer ser um perfeito anormal para quem 2009 não foi generoso, este, foi um ano perfeito. Neste ano, nada de mal, porque mesmo o mau, foi bom. Neste ano, tudo foi possível, quebraram-se as regras pela vontade e lá fomos nós. Este ano, o impossível aconteceu, porque neste ano? Fez-se magia!
Primeiro estranha-se e depois entranha-se, dizem, pois então, falta apenas deixar de estranhar primeiro para começar apenas a entranhar. Corramos no sentido contrário das coisas para absorver tudo e não deixar nada, sorver o mundo até não ter mais ar. E não precisa de ser de uma vez, nem é preciso que se o ouça... basta que o seja. Aos sorvos, aos poucos, lentamente, mas devorando-o sempre sem fôlego.
Que melhor maneira de morrer do que sem folgo? A sorrir, talvez, mas esperemos que ainda não seja em 2010.
Finalize-se o pensamento, iniciem-se (se acreditarmos em tais coisas) os desejos e as resoluções de uma semana de duração.
Cá vai a primeira para 2010: igual a 2009!
Bem, não nos deixemos levar pela fantasia...
Parecido?
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
A Grande Muralha d... joão
Criamos sonhos que vamos ambicionando e desejando, mas nem por isso lhes damos a devida importância. Sonhos que começam frouxos, desprovidos da pujança de um verdadeiro querer. E, sem grande empenho, vamos continuando a sonhar, com a ausência da convicção de uma luta que o concretize. Damos por nós, como que de fora, a pairar sobre uma ideia estagnada na vontade e naquilo que a move.
Muito poucos são os que o sabem ou compreendem, mas hoje, é um dos dias mais estranhos da minha vida. Hoje é o início do fim de um longo sonho, um sonho que já foi ideia amorfa, já foi pouca vontade e, tarde, cresceu para um desafio e uma luta, muitas vezes sentida como demasiado cansativa para continuar a travar. Termina hoje. Ou antes, começa hoje o início do fim.
E, mesmo agora, emocionado somente com tal ideia, continuo descrente e incrédulo se é mesmo assim que tudo se passa... Se será assim que tudo se vai passar...
Existem três leituras para estas palavras. Assentindo, pela sua total compreensão; questionando, por quão exagerada e sobre valorizada importância o assunto eventualmente terá (e lhe dou); ou, interrogando, onde apenas se lê, de que raio fala?!
Hoje (ainda) não se abre o champagne, mas é dia de o colocar no gelo...
E no fim do início, em jeito de sentimentalista idiota e lamechas, agradeço aos que o tornaram possível (sabendo-o, ou não, que o estavam a tornar), porque sozinho, não sei se teria sido capaz. Embora saiba que sozinhos, é que muitas vezes nos ultrapassamos.
Obrigado a quem sempre me fez ver que era possível e a quem o continua a fazer.
Venha outro (sonho)! Mas mais curto, sff.
Muito poucos são os que o sabem ou compreendem, mas hoje, é um dos dias mais estranhos da minha vida. Hoje é o início do fim de um longo sonho, um sonho que já foi ideia amorfa, já foi pouca vontade e, tarde, cresceu para um desafio e uma luta, muitas vezes sentida como demasiado cansativa para continuar a travar. Termina hoje. Ou antes, começa hoje o início do fim.
E, mesmo agora, emocionado somente com tal ideia, continuo descrente e incrédulo se é mesmo assim que tudo se passa... Se será assim que tudo se vai passar...
Existem três leituras para estas palavras. Assentindo, pela sua total compreensão; questionando, por quão exagerada e sobre valorizada importância o assunto eventualmente terá (e lhe dou); ou, interrogando, onde apenas se lê, de que raio fala?!
Hoje (ainda) não se abre o champagne, mas é dia de o colocar no gelo...
E no fim do início, em jeito de sentimentalista idiota e lamechas, agradeço aos que o tornaram possível (sabendo-o, ou não, que o estavam a tornar), porque sozinho, não sei se teria sido capaz. Embora saiba que sozinhos, é que muitas vezes nos ultrapassamos.
Obrigado a quem sempre me fez ver que era possível e a quem o continua a fazer.
Venha outro (sonho)! Mas mais curto, sff.
Já agora,
F e l i z N a t a l '09
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feelings imaginários,
O que é que se passa com o João?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Lonicidade cafezeira
Beware the coffee bearer,
Thai he is not in his perfect state of mind.
Beware the coffee laugher,
The spreader of an enormous amount of stupidity.
A maniac gone loose, in the wilds of men,
Wide eyed to the world around,
The same which is starting to fear him.
He is a clown with no make-up,
A monster with a pretty face,
Just another joker in a pretty dress.
With no accomplishments, or deeds,
He’s going out with a bang.
And a, kick ass, coffee smelling, smile.
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Extra-cafeína
sábado, 12 de dezembro de 2009
The last twelve days of Christmas
On the first last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
A house heart shaped key.
On the second last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
My true love gave to me,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
On the fourth last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Four cinnamon candles,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
On the fifth last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Five hour sleep nights,
Four cinnamon candles,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
On the sixth last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Six sushi restaurant,
Five hour sleep nights,
Four cinnamon candles,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
On the seventh to tenth last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Seven to tenth bags of potpourri,
Six sushi restaurant,
Five hour sleep nights,
Four cinnamon candles,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
On the eleventh last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Eleven twenty four baskets,
Seven to tenth bags of potpourri,
Six sushi restaurant,
Five hour sleep nights,
Four cinnamon candles,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
On the twelfth last twelve days of Christmas,
My true love gave to me,
Twelve jars of pumpkins,
Eleven twenty four baskets,
Seven to tenth bags of potpourri,
Six sushi restaurants,
Five hour sleep nights,
Four cinnamon candles,
Three sand cookies,
Two hundred maps,
And a house heart shaped key.
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Uma (des)aventura no Teatro
Com este, já são dois post's que fogem demasiado à escrita privada e pessoal deste blog. Originando até, uma categoria nova: "apartes".
Uma vez que estamos muito perto do Natal e (só este ano) próximo do fim do ano, estou certo que poucos repararão... Seja como for, e como o último gerou alguma contestação, aqui vai o meu pequeno aparte.
A peça em questão: "O que se leva desta vida" em cena no teatro S. Luís. Esta do meu agrado, e (desculpem a insistência) de maneira alguma, na minha opinião, teatro de 3ª, com actores de 2ª numa stand-up de 1ª...
O INATEL, certamente cheio de boas intenções, promovendo o divulgar da cultural, resolveu organizar uma excursão ao S. Luís para ver esta peça. Viram metade.
Indignam-se por alguém não gostar do que viu e o referir educadamente, de forma lasciva ou não, por escrito num, este sim, blog de 3ª?
Então vejam isto:
Apenas dois (ou três) reparos:
A primeira palavra é "foi". E a segunda é "órrr e n d o"
1º, nunca, mas nunca, se diz a um chef, para ir "semear batatas".
2º, e como sou mesmo chato, correndo o risco de já não me puderem ouvir, a única coisa que aqui se ouviu de 3ª, foram só mesmo os comentários. Mas calma... por serem da 3ª idade.
Olha... "é por isto que os nossos meninos andam aí nas drogas". Precisamente porque "o que lhes ensinam é isto".. isto.. isto de risotos de limão com Champagne, cremes de aipo com nage e ovas, carpaccio de novilho com rucola.. já para não falar no gelado de alheira.
Será que sabiam que no fim tinham direito a um beberete? Perdão, uma bucha... se calhar não tinham dito nada, é que a viagem deve ter sido longa e, mesmo que mais cedo, ainda têm que voltar...
Uma vez que estamos muito perto do Natal e (só este ano) próximo do fim do ano, estou certo que poucos repararão... Seja como for, e como o último gerou alguma contestação, aqui vai o meu pequeno aparte.
A peça em questão: "O que se leva desta vida" em cena no teatro S. Luís. Esta do meu agrado, e (desculpem a insistência) de maneira alguma, na minha opinião, teatro de 3ª, com actores de 2ª numa stand-up de 1ª...
O INATEL, certamente cheio de boas intenções, promovendo o divulgar da cultural, resolveu organizar uma excursão ao S. Luís para ver esta peça. Viram metade.
Indignam-se por alguém não gostar do que viu e o referir educadamente, de forma lasciva ou não, por escrito num, este sim, blog de 3ª?
Então vejam isto:
A primeira palavra é "foi". E a segunda é "órrr e n d o"
1º, nunca, mas nunca, se diz a um chef, para ir "semear batatas".
2º, e como sou mesmo chato, correndo o risco de já não me puderem ouvir, a única coisa que aqui se ouviu de 3ª, foram só mesmo os comentários. Mas calma... por serem da 3ª idade.
Olha... "é por isto que os nossos meninos andam aí nas drogas". Precisamente porque "o que lhes ensinam é isto".. isto.. isto de risotos de limão com Champagne, cremes de aipo com nage e ovas, carpaccio de novilho com rucola.. já para não falar no gelado de alheira.
Será que sabiam que no fim tinham direito a um beberete? Perdão, uma bucha... se calhar não tinham dito nada, é que a viagem deve ter sido longa e, mesmo que mais cedo, ainda têm que voltar...
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Quando as palavras não dizem o que somos
Vejo o que não vejo, para me sentir pelo que via... em mim.
Paraneia de mente medrosa consumista da pouca lucidez,
Que obstrui o natural e renomeia o normal pelo artifício.
É uma espécie de cegueira interna,
Uma raiva de amor desmedido e tresloucado,
Que não retira, injustamente,
o siso a qualquer ancião, teoricamente inalterado.
Tirou-o a mim.
Paraneia de mente medrosa consumista da pouca lucidez,
Que obstrui o natural e renomeia o normal pelo artifício.
É uma espécie de cegueira interna,
Uma raiva de amor desmedido e tresloucado,
Que não retira, injustamente,
o siso a qualquer ancião, teoricamente inalterado.
Tirou-o a mim.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Medo!
Existe em tudo uma segunda intenção.
Um ver das coisas com outra visão,
Onde uma mentira escondida,
Na verdade pelos olhos combalida,
É o arqui-inimigo do pensamento
Que nos transforma o sorriso em desalento.
Convence-nos que não é mais do que o medo,
e tolda-nos o olhar mais cedo
Para nos aproximar da morte interior,
Por este outro ver em temor.
Só queremos conseguir sentir,
a verdade aos nossos olhos e os abrir,
para não pensar mas sim saber,
Não há razões para temer!
Mas o que na verdade não vimos,
É o silêncio daquilo que sentimos,
e passamos então a desejar,
Poder apenas, voltar a olhar.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Estática
É a ausência de cor que nos perturba o sono,
e por isso não sonhamos.
Somos Leão da monótona Savana,
Aquele que ruge à comida e desconfia da noite,
E por isso não dormimos.
De repente... O silêncio!
Nada na manga, nada na voz
E calam-se as vozes,
Mas mexem-se os lábios.
Cerramos os olhos
e pensamos na deleitosa estática
que nos confunde com o nada.
E por isso não pensamos.
E é quando ainda temos o sabor a dançar nas nossas línguas,
Que volta a cor.
Penso, não penso?
shhhh...
Durmo, não durmo?
Sonho!
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Lo primero de Diciembre
Hoy es el dia que os hemos dado una patada en vuestro culo.
¡El dia que hemos dicho, quitaos maricones!
¡Esa es nuestra casa, ese es nuestro espacio y esas son nuestras cosas!
¡Quitate de ahí que te voy a reventar!
Ese es el dia que vas a volver a tu pais con el rabo entre las piernas y olvidarás (non senso) que te has llevado el mayor puñetazo en tu ego.
Hoy es el día que vuelves a tu país y no regresas jamás.. excepto por el sol, el vino, la comida.. porque aquí no hay tortilla de patata...
feliz feriado... hermano
¡El dia que hemos dicho, quitaos maricones!
¡Esa es nuestra casa, ese es nuestro espacio y esas son nuestras cosas!
¡Quitate de ahí que te voy a reventar!
Ese es el dia que vas a volver a tu pais con el rabo entre las piernas y olvidarás (non senso) que te has llevado el mayor puñetazo en tu ego.
Hoy es el día que vuelves a tu país y no regresas jamás.. excepto por el sol, el vino, la comida.. porque aquí no hay tortilla de patata...
feliz feriado... hermano
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