quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Netos



- Oh Vó quero um bolo !
- Hoje não.
- Oh Vó e eu quero aquele com açúcar.
- Hoje é um ainda melhor.
- Oh Vó eu quero...
- ...gostava.
- ...
- Aqui têm.
- Oh Vó não gosto de queijo !
- Obrigado avó...


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Letters to Juliet



Dear Claire,

"What" and "If" are two words as non-threatening as words can be. But put them together side-by-side and they have the power to haunt you for the rest of your life:

                                                                           What if?
                                                                                                                           What    if?
                                 What       if   ?

I don't know how your story ended but if what you felt then was true love, then it's never too late. If it was true then, why wouldn't it be true now? You need only the courage to follow your heart. I don't know what a love like Juliet's feels like - love to leave loved ones for, love to cross oceans for but I'd like to believe if I ever were to feel it, that I will have the courage to seize it. And, Claire, if you didn't, I hope one day that you will.

All my love, Juliet.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Freio à comunicação amorosa


- Vim só aqui para te dizer que Não. E Não, porque só de te rever, o meu coração já galopa. Não, porque amanhã vou passar o dia a pensar em ti. Não, porque nos dias seguintes já vou estar novamente perdido de amores. Depois, vou andar irracional e alheio ao mundo, por isso, Não. Não, porque a invisível e constante saudade de agora, vai passar à vontade de te ver a toda a hora. Não, porque depois sim, vou ser bicho, vou-te querer e, principalmente, vou querer que me queiras tanto como te quero a ti e isso, vai-me fazer parecer estranho e injusto. Não, porque nos dias que dormirmos juntos, vou demorar horas a adormecer, vou fazer barulho para que acordes, suspirar e pensar em te tocar e sentir, só para não perder um segundo daquele raro momento. Não, porque nos dias que não estivermos juntos, vou ansiar em contagem decrescente e, a cada contagem de segundo, vou ficar tão louco que no final é só o louco que vais ver. Não, porque os livros e a história ensinaram-nos que amar assim é proibido e Não, porque não te sei amar de outra forma. Não, porque mesmo agora, desde o primeiro Não, que luto comigo para não te agarrar, abraçar e tomar minha. Não, porque...
- shhhh... Sim !



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Barbarella e barba rala @ Pop Up



teremos sempre paris
construido de raíz (hum, hum)
com cobertores no chão

pra que o tempo não gangrene
o nosso outro nos saia (hum, hum)
retorno ao ser etéreo

tinta preta doce mel
entre favos de papel (hum, hum)
os medos lambuzados

recuamos para a frente
tango pouco inteligente
avançamos para trás
tango muito eficaz
ou não

no velho carro ligeiro
eu fui sempre passageiro (hum, hum)
voces foram par pra sempre

escuro comprometedor
era um tunel do amor (hum, hum)

e eu só liguei os mínimos
acercamo-nos instantes
se queremos ser estudantes (hum, hum)

morramos em tienanmen
recuamos para a frente
tango pouco inteligente
avançamos para trás
tango muito eficaz
ou não

choramos os nossos risos
fados muito imprecisos
rimo-nos dos nossos ais
fados pouco casuais
ou não



quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

reunião de palavras


foi com uma certa esperança disfarçada que li aquela frase. como uma criança que já não é criança, que já não quer ser, mas ainda o é. que ainda se entusiasma por dentro, como um adulto, mas sem o disfarçar, como uma criança.
como todas as suas frases, ou sinais que o mundo em redor continuamente se encarrega de me ludibriar, a minha primeira reação foi tremer. involuntariamente, tremi de esperança enquanto parava de respirar, sentindo o meu coração morto durante o tempo de duas batidas. tremi um sufoco para voltar a viver e, assim que nasci, foi com uma certa esperança que li aquela frase. aquela esperança parecia ter um plano por detrás da frase e parecia ser um futuro em forma de frase.

(continua)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

My personal thirty:



O meu joelho doí-me de vez em quando. Nunca fui (para usufruto próprio) a um hospital em idade adulta e fui duas vezes a centros de saúde: uma, obrigado e outra, porque perdi o cartão de utente. Nunca vomitei por causa do álcool. Os pelos brancos do canto inferior esquerdo da cara, possuem charme fora da escala. Os 18 cabelos brancos só se vêem em determinados ângulos de luz. As rugas são só de expressão e acentuam as qualidades bem dispostas de um sorriso genuíno. Aos 30, continuo a fazer 8Km em menos de 30 minutos. Peso mais 2Kg do que aos 16. Bebo, em média, 200 sumos de laranja ao pequeno almoço por ano. Nos últimos 5 anos, tive duas gripes e meia e, aparte de dores no joelho e de uma recém tendinite, foram os únicos problemas de saúde. Estou, claramente, cada vez melhor (e mais humilde) !
All and all, Parabéns a mim.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pensar


É quando o silêncio domina a noite,
que o meu pensamento fala,
se tropeça,
se exalta e aparece.
O meu pensamento é barulho
e não há calma que lhe resista.
Leio,
duas linhas concentrado e a gosto,
e ele surge para me acordar,
tomando-me dele,
como meu dono.
Está perto o dia:
De tudo o que sou,
apenas o meu corpo tem idade.
De tudo o resto,
o meu pensamento é incansável.


domingo, 1 de janeiro de 2012

Coisas que estupidamente decidi em dezembro...

...que ia fazer no resto do ano:

-> Beber mais água;
-> Ser (constantemente) (ainda) mais parvo;
-> Deitar-me mais cedo de 2ª a 5ª;
-> Deitar-me mais tarde de 6ª a Domingo;
-> Beber menos Gin no geral;
-> Não beber (tanto) nos dias 23 e 30 de dezembro (em particular)
(não pelos dias em si mas pelo acrescido esforço a que os respectivos dias seguintes obrigam);
-> Esquecer 2011 !;
-> Crescer 2cm em todos os sectores da vida;
-> Ganhar o ano;
-> Comer menos passas nos dia 30 e 31;
-> Correr o triplo, saltar o dobro e nadar 1 ou 2 vezes (no Verão conta).
-> África.

sábado, 31 de dezembro de 2011

nãorepetição



- Não acha que, no geral, temos tendência a nos repetirmos ?
- Não não.


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

a cidade de ulisses



Os turistas vão à procura de lugares para fugirem de si próprios, da rotina, do stress, da infelicidade, do tédio, da velhice, da morte. Vêem os lugares onde chegam apenas de relance e não ficam a conhecer nenhum, porque logo os trocam por outros e fogem para mais longe. Os viajantes vão à procura de si, noutros lugares que ficam a conhecer profundamente, porque nenhum esforço lhes parece demasiado e nenhuma passo excessivo, tão grande é o desejo de se encontrarem.
As agências de viagens e os turistas só se interessam, obviamente, pelas cidades reais. Os viajantes preferem as cidades imaginadas. Com sorte, conseguem encontrá-las, ao menos, uma vez na vida.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Saudosa inconsciência



Quando cheguei ao hospital, assim que souberam o que tinha, foi a primeira coisa que me proibiram de fazer. Depois desse dia, foram poucos os momentos em que não tive vontade.
Hoje, o dia em que me deram alta, foi a primeira coisa que fiz. Quando volto a pensar em tudo isso, lembro-me só que era muito feliz e relembro-me que é disso que tenho saudades. Talvez por culpa do Gin, cada dia sei menos sobre o porquê, mas que era, sei-o e sinto-o com toda a certeza que só se pode ser, por já ter sido, e isso, nem o Gin consegue apagar...


segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

duas horas e vinte cinco minutos de paraíso



Acordei com ele a avisar-me:
- Já venho, não te atrases !
E deixei-me dormir novamente. É uma manhã de Inverno a acordar-me a um segundo de cada vez, por cada gota de água nunca quente o suficiente para me confortar a manhã. Aqui, o verdadeiro dia só começa quando se abrem as janelas de madeira e se tem frio. Só o gelo em bicos dos pés, a saltitar na tarefa para que seja rápida e fria, pela preguiça de calçar o que foi descalço à presa e à força antes de deitar, me acorda verdadeiramente o sorriso. Este sol quente de madrugada fora da época, fala-me do final de mais um ano.
Uma insónia da minha Mãe assusta-me o frio e relembra-me em forma de agenda as horas futuras. De volta a mim, o meu pequeno almoço é o cheiro quente e o silêncio torrado com manteiga. Enquanto os consumo, à mesma velocidade que os meus olhos sentem o mover de um sol sem brisa, enquanto acordo os pulmões fechados da noite anterior, enfeitiçado pelo chilrear e os ladrares longínquos, passa por mim o meu Irmão, de inchada na mão e tarefas feitas, já desperto há muitas mais horas que as minhas. Aos poucos, a manhã acorda e cala o sol que cala o frio que cala o verde que cala os pássaros que calam os cães que acordam o mundo e me cala a mim e, já com o meu Pai desperto e o carro a acordar, ele finaliza o aviso e diz-me:
- Vamos !


domingo, 25 de dezembro de 2011

Quem é que faz anos hoje, quem é !



Feliz Natal ?

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Não-problema


Quando as variáveis são poucas, o problema apresenta-se simples.