sábado, 18 de julho de 2009

Up, up... and away!

Quando imaginamos, por vezes, deambulamos. Atravessamos a passagem do racional e fazemo-nos crer imaginados. Quando imaginamos acordados, adormecemos, perdemos o contacto com o que é e com o que deve ser, sonhando.
Quando sonhamos nunca estamos indiferentes pois na indiferença há controlo, há escolha, há o conseguir ou o querer ser indiferente. Quando sonhamos, voamos. A chorar ou a rir, mas a voar. Voamos um palmo do chão, a dois; passamos a um metro, dois; voamos sozinhos ou a dois, e de repente, voamos um pouco longe demais do chão. Fechamos os olhos e já cá estamos em cima, pensamos, como era mesmo que se aterrava?
A um palmo, a um metro ou sozinhos, era deixarmo-nos cair, mas assim…
Quando passamos muito tempo a voar perguntamo-nos se vivemos no mundo que vivemos ou no mundo que imaginamos e, só por perguntar, já não distinguimos um do outro. Quando voamos demasiado esquecemo-nos que não temos asas e, não querendo aterrar, planamos. Pioramos.
É que a voar não há fome, mas precisamos de comida para viver…
A voar não há sede, e sem água, morremos…
Lá em cima não há sono, e sem descanso, perdemo-nos…
Mas perdemo-nos contentes e morremos felizes, porque cá em cima, tudo é possível. Só custa aterrar…

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Adivinha

Sou quem sou
e vou,
até onde posso.
(Ou será quero?)
Sou quem duvida
e a própria dúvida.
Sou quem vê
mas não quer ser visto.
Sou quem quer,
não ser bicho.
Sou quem pensa
mas não diz.
Sou eu !!
(é ele que o diz).
Sou o génio
e a indiferença,
o raro,
para que a ninguém pertença.
Sou a vista cansada
e as costas doridas.
Sou a solidão disfarçada
das passas sofridas.
Sou Beleza assim,
para corações confundidos
que não vêm mim,
o que é pretendido.
Sou como sou,
felino e seguro.
Sou a confiança
que não confia.
Sou a bondade
do dia a dia.
Sou a pessoa
que ninguém percebeu.
Adivinha.
Quem sou eu?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Milho sem sal nem caramelo e que não faz *puff*

Estamos indignados!
Não que estejamos à procura de protagonismo, longe disso, até porque sabemos ser, e somos mesmo, pessoas bastante discretas e comedidas no que se refere à promoção de nós próprios, mas, achamos muito mal andarmos aqui nós, pseudo considerados génios, em todos os níveis literários e da psicologia cor de rosa, num ritmo incessante de escrita de pérolas literárias, completamente espontâneas, a 27 leitores por dia, para vir uma senhora que gosta de pipocas, ainda mais das doces, falar da sua vida e assim, ter logo 6000 e tal cuscos diários a querer saber mais. Como se não bastasse convidaram-na a escrever um livro! Mesmo sem o ler, já dissemos que achamos mal?
Inveja? Por quem sois e nos tomais com tamanha vil sugestão!
-Tens que ter calma, tens o problema da úlcera e não te podes enervar.
Melhor fazer aqui uma pausa para respirar.

Ah, mas a senhora é formada em jornalismo. Ah, mas a senhora tem 60 pares de sapatos dos quais fala frequentemente (acho). Ah, mas a senhora quando não sabe que óculos comprar “posta” as fotos e tem logo 110 comentários a ajudá-la.
É isso que querem?
Assim será!
Não não será, porque a nossa vida não é assim tão interessante nem tenho assim tantos pares de sapatos. Os óculos até são novos, e por sinal maravilhosos, retros e, como nós, genialmente old-school, portanto não fazemos tensões de comprar outros tão depressa.
Poderíamos falar dos concertos semanais que frequentamos mas, tendo em conta a audiência que normalmente os assiste, não me parece ser motivo de mais leitores.
Teremos que ser justos. Isto não pega de estaca. A dita senhora já manda pipocas desde 2004. Temos que ser pacientes. No entanto, reparamos, o público alvo (ou pelo menos o atingido) é maioritariamente o feminino, por isso, só com este post quezilento e mesquinho já estamos a ganhar pontos.
Para terminar, e para quem não sabe, a Miss Pipoca foi elegida, já este ano, a “mulher mais invejada de Portugal” pelo canal SIC Mulher.
Ainda há esperança para nós. Ou antes, para eles. O homem mais invejado de Portugal poderá vir a ser O Meu Amigo Imaginário. Só falta é um SIC Homem (só… todas as outras condições estão, claramente criadas).

Como todas as pessoas sem criatividade e ideias próprias devidamente interessantes, vamos criticar as dos outros. Ou antes, as dela.
A partir de hoje este blog está encerrado.
Vemo-nos em apipocamaissalgada.blogspot.com.
Senhora Ana Garcia Martins, sou o seu arqui-inimigo (mas só hoje, que tem mais amigos que eu e como qualquer homem orgulhoso, não gosto de perder, muito mais para uma mulher - agora é que foi!).

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A noite do dia a seguir

As noites do dia a seguir são curtas.
São impossíveis e são ansiosas e são tristes.
Nas noites do dia a seguir não se dorme,
pensa-se.
Pensa-se demais e quer-se demais.
Quer-se e pensa-se tanto naquilo que não sai,
não quer sair e insiste em ficar,
que o espaço interior começa a escassear.
Os pulmões, comprimidos, respiram pior a cada pensamento,
passando a respirar em soluços.
O estômago dói a cada pensamento,
até cada pensamento causar enjoo.
O coração tem pensamentos
a cercá-lo a apertá-lo a confundi-lo…
A matá-lo!
A cada pensamento mais, vamos deixando de funcionar.
A cada texto, o ultra populado interior, descomprime.
A cada gota de álcool o interior relaxa,
para falsamente adormecer, pois o acordar, ainda é mais sufocante.
O acordar, é sempre igual ao deitar. Mas com luz.
A luz que leva tudo a esconder-se no escuro,
a aguardar,
por mais uma noite do dia a seguir.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

…25,26,27! aqui vou eu!

Escondo-me dentro de mim com tudo aquilo que sou, quero ser e sei que não serei.
Vejo o que é e o que não será e questiono o que pode ser. Mas escondido.
Escondo dentro de mim o sentido que não compreendo, não encontrando contornos na incompreensão. Vejo o que pode ser e afasto-o. E confundo-me.
Escondo o que quero e mostro o que não quero. Escondo tudo e não mostro nada. Escondo-me dentro de mim escondido e cansado. Escondo-me tão bem que ninguém me encontra.
Corro por dentro e escondo-me, mas escondo-me bem. Canso-me de esconder e canso-me de explicar, só de pensar em tentar.
Escondo-me da explicação.
Escondo-me para não ser encontrado.
Arranho a garganta. Tusso. Bato, ligeiro, o pé no chão. Estalo o polegar no anelar. Imito, mal, um pássaro. Assobio. Estou aqui!. Grito!. Grito mais alto. Grito e aceno e grito enquanto aceno.
Não?
Já estou escondido e ainda contam… Escondo-me ainda melhor então.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

FOdSSE!

Se fosse mais complicado era simples.
Se fosse mais singelo era fascinante.
Se fosse mais falso era verdadeiro.
Se fosse mais desinteressante era cativante.
Se fosse mais monótono era divertido.
Se fosse mais enfadonho era deslumbrante.
Se fosse mais normal era único.
Se fosse mais aborrecido era interessante.
Se fosse mais gordo não se via.
Se fosse mais feio era atraente.
Se fosse a repulsa era o desejo.
Se fosse preto era branco.
Se fosse branco era preto.
Se fosse cão miava.
Se fosse inferior era magnífico.
Se fosse frio era quente.
Se fosse menos era mais mas se fosse mais era demasiado.
Se fosse mais era impossível.

Se existisse… morria… mas contente.

Se fosse humilde era egocêntrico…
FOdSSE!
Se fosse não era!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Verão, 2008

Ironicamente, as melhores férias da minha vida foram as do Verão de 2009, um mês depois deste artigo ser publicado, quando conheci a mulher da minha vida...


"Passatempo": As melhores férias da minha vida - desafio aos leitores
Jornal: O Público, suplemento Pública
Título: Verão, 2008 (mudaram-me o título por isso fica assim)


domingo, 5 de julho de 2009

"Lonely Gigolo"

"There's a hole in my head where people can get in
and if it's closed there'll be no one in.
Only the thin confused man, silent companion,
with no eyes and no hands.

The confused man grabbed a taxi to the amusement park
and he saw the carousels and sugar mountains,
flashing lights with smiley eyes.
He saw a girl he thought was gentleness itself
and dreamed about a sweet lifetime, for a second, from a distance.

But he didn't make no poems, nor he sing in the rain,
no joyful trip to Paris in The Romantic Train.
There were closets in his heart for these unfulfilled dreams
and they were kept closed in the dark for the life not to bother him.

He was no sad poet, he just didn't know were to go,
drawing broken hearts in stars like a lonely gigolo.

Well, but, the lonely gigolo said to himself
"I've still got my sweet lifetime!".
And he sings along the road:
"I've got my sweet, sweet, sweet lifetime.
And it's mine! All Mine!!!"

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Homem que é homem

Oh homem, faz-te homem!
Oh homem, fala!
Olha-te bem no espelho e vê quem és. Vê no que te tornaste, e já que não ouves, fala! Fala com o que vês à frente e pensa no que responder.
Oh homem, pensa!
Abre-me essa cabeça e pensa. Tira-me essas ideias da cabeça e pensa. Assume os teus erros. Se não ouves o que te digo, ouve o que te dizem, e pensa! Pensa mas não penses que é só a pensar que lá vais.
Oh homem, cresce!
Torna-te maduro e experiente. Olha à tua volta e abre bem os olhos. Cresce mas é! Cresce para cima e avança para a frente.
Oh homem, mexe-te!
Pára de ficar parado à espera e mexe-te. Anda! Mexe-te lá com isso! Acorda para a vida e mexe-te!
Oh homem, acorda!
Pára de sonhar acordado e olhar para todo o lado feito parvo. Pára de escrever parvoices e acorda!
Oh homem… faz-te mas é um homem!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

É por isso...

Espero, enquanto conseguir esperar. Roo-me e moo-me, enquanto houver que roer e moer… por isso como.
Mantenho a calma, para não explodir de vontade. Mantenho-me calmo, para, por dentro, não me roer nem me moer… por isso como e por isso bebo.
Respiro sozinho a cada momento e suspiro a cada dois momentos, concentro-me e espero. Espero... Espero... Espero mais um pouco, e forço um sorriso enquanto inspiro e, quando não resulta, inspiro profundamente, enchendo-me ao máximo, e expiro a forçar um sorriso… por isso fumo.
Sussurrem-me, baixinho, o futuro ao ouvido. Contem-me o que aí vem, tirem a piada ao esperar e à surpresa. Revelem-me os segredos da doce expectativa e estraguem-me a descoberta… por isso alucino.
É por isso que vou entrar, escondido, naquele barco que parte em direcção ao nevoeiro e esperar que não haja tempestade. Por via das dúvidas, vou-me amarrar a um mastro, a uma proa ou uma ancora e esperar, para que consiga esperar mais do que consigo, vou-me roer por fora e vou-me moer por dentro, vou explodir de calma e sorrir com vontade, vou, amarrado, comer, beber, fumar e alucinar, para assim, em direcção a esse nevoeiro, conhecer o futuro e tirar-lhe a piada e a vontade. É por isso...



Pai, mãe, família... amigos, não se preocupem que não me drogo nem fumo… nem como nem bebo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Elderly mine

Onde se ganha a experiência dos nossos anciões? Como ficaram os meus assim?
Cada vez mais me apercebo que, experiência, tem a ver com saber esperar. Tem a ver com respirar o tempo e mantê-lo, não o máximo tempo possível, mas o tempo que for preciso dentro de nós. Respirar normalmente, o tempo, e expirá-lo, transformado ou não, pelos nossos pulmões, pelo nosso corpo e por nós.
Sem nos apercebermos, não somos só nós que modificamos o tempo, o tempo, também nos modifica a nós e o que daí resulta pode ser surpreendente calmo, mas de uma forma energeticamente excitante. E mesmo que não o seja, aprendemos sempre qualquer coisa. E se for qualquer coisa má ou que simplesmente sabe mal, é respirar mais um pouco de tempo…
Falta-me muito para ancião, mas, pelo menos, posso ir tentando assimilar os seus poderes para ganhar nesgas de sabedoria, um a um, até o ser, mesmo que nunca o venha a ser.
Dizem que a impetuosidade é característico da juventude. Pois eu digo que é fruto da inexperiência. A impetuosidade não é viver um dia de cada vez, a impetuosidade é viver um dia de cada vez sem pensar no futuro. “Carpe diem” é uma utopia momentânea. É uma forma despreocupada, e por vezes egoísta, de não nos preocuparmos com o que nos rodeia.
Há ‘clicks’ na nossa vida (se não houve, pode vir a haver) que despertam vontades de viver intensamente, de deixar para trás tudo o que já foi vivido e, viver mais e melhor, sem nos preocuparmos com as consequências físicas ou psicológicas que poderão advir daí. A questão é que a vida não é assim tão simples. Não o é, nunca o foi nem alguma vez o será. Senão era fácil ser-se feliz ou pelo menos andar contente, bastava libertamo-nos de tudo e já estava…
Mas nem sempre o tempo está a nosso favor, nem sempre temos tempo para escolher e para pensar e, nesse caso, a necessidade de experiência é forçosamente necessária. Ou existe e é aplicada, ou não existe e vai ser formada, à força, nesse instante, pela decisão certa ou errada e por todas a consequências (de qualquer uma das decisões) que advenham dela. O importante é decidir em consciência com a nossa consciência.

Mas quem sou eu, que nem aspirante a ancião sou, para poder dizer, seja o que for, sobre clicks, carpe diems ou falar sobre respirar o tempo. Mal me aguento numa piscina de 50m quanto mais…

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Dr. Phill telefonou-me com dúvidas de matemática

Acabámos por ficar à conversa e a cortar fortemente na Oprah e na Tyra.
Quem é que nunca sentiu uma vontade súbita de mudar? De ser mais cool ou mais fashion ou mais in ou… whatever. De mudar por mudar para parecer por parecer.
Afinal, no final, ou antes, no início, o que conta é toda uma primeira aparência.
Quem não levaria um(a) modelo para a cama? Mas quem quer debater o contexto socioeconómico do país com um(a)? (para não ser rotulado de preconceituoso é de reparar que cada questão não está respondida, além disso, podemos com alguma segurança afirmar que, ninguém quer discutir a situação socioeconómica do país).
Uma boa aparência, a boca fechada e temos um oitavo de romance, também conhecido por pré-sexo (para os de letras e de direito, um oitavo é a oitava parte de um… É DIVIDIR UM POR 8!... e não, não dá um). A partir daqui, os 7/8 restantes são de segundas oportunidades para os primeiros 2/8 (vamos em 3/8), uma vez que o 1º oitavo despertou qualquer coisa, por isso, vamos lá ver no que isto dá, 3/8 para mentiras e linguagem corporal e os restantes 2/8 para a conversa (isto não é de mão beijada, se bem que estes 2/8 finais possam ser considerados bónus, e, portanto, saltados à frente em alguns casos).
Poderíamos dizer, antes do que vamos dizer a seguir, qualquer coisa como “modéstia à parte”… mas pensamos que, geralmente, essa, está nos primeiros 6/8 e não nos últimos. (ainda assim:) Modéstia à parte, os últimos 2/8 já cá cantam! Há que trabalhar os restantes.
Os 3/8, esqueçamos por um momento, enquanto ainda acreditamos que vale a pena ser assim.
Os 2/8 anteriores, é rezar, embora não me tenha servido de muito até agora, mas dizem que a fé é suposto ser assim.
O 1/8 inicial, que é no fundo o oitavo mais importante, é o que estamos apostados em conseguir.
Não querendo insistir na parte da modéstia, pensamos que este 1/8 está praticamente garantido. Faltam os óculos.
Por isso, decidimos ir a um(a) oftalmologista que nos receitasse qualquer coisa para este par de esferas visgarolhas, que mal conseguem focar, quanto mais ver ao longe ou ao perto durante 18h por dia, em frente a um monitor de 14’’, ou escrever textos destes em papeis com menos de meio palmo quadrado (folha de 5 dedos por 5 dedos = 25 dedos quadrados, ou, meio palmo quadrado), ás 2h23 da manhã.
Aceitamos sugestões, embora estejamos muito inclinados para uns Ray Ban Wayfarer de hastes de massa preta para o inverno e branca para o verão (para fazer contraste com o bronze, ou, por este andar, a ausência dele).
Resta saber se nos tornam mais cool’s... mais in’s… mais fashion’s… ou, whatever.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Murphy aplicado à minha vida

“Murphy é que sabe”. A frase mais aplicada cá em cima. ‘É que sabe’ porque o Murphy não está morto. Murphy vive e viverá para sempre, algures entre nós, fazendo perdurar as suas leis e aplicando-as, misticamente, entre os vivos.
Murphy é o maior sábio que alguma vez viveu e a verdade existe graças a ele. Murphy inventou a verdade e por isso, graças a ele, de forma indirecta, apareceu a mentira. Murphy é a verdade e a mentira, é a antítese da vida e o universo numa só pessoa. É o conhecimento e a ausência dela (conhecimento é feminino e, atento agora, feminino é masculino). Murphy é tudo aquilo que nunca pensamos e Murphy é aquilo que nunca pensámos.
Ele aplica-se a tudo e, portanto, aplica-se a todos.

Murphy aplicado à minha vida (em jeito de conversa entre nós os dois, que nos entendemos tão bem… não será uma conversa porque a esse guru nada tenho a dizer, apenas escutar e aprender):
Se tomares um café para a dor de cabeça ela passa. Se tomares dois ela volta.
No dia que precises de mais descanso e serenidade será o dia que estarás mais agitado e com mais pessoas à volta.
O único dia, da singular aparição mensal, que o Sr. Amândio resolve aparecer, será o dia que não dá jeito que ele apareça. – resposta a Murphy: O Sr. Amândio é gay.
O dia que decides mudar a tua vida, será o dia em que, o que decides mudar, muda antes de ti.
Tudo aquilo que desejares ser-te-á negado e todos os planos futuros infrutíferos.
O que parece ser atingível será difícil de atingir e o que parece impossível de atingir não só não farás nenhuma ideia de como o conseguir como te vai atormentar todos os dias até o conseguires... ou não.
Se te apetecer carne ao almoço, o almoço será peixe e não podes fazer nada contra isso.
No momento que precises de Internet esta não vai funcionar.
Quando beber café para acordares estarás desperto e quando estiveres a morrer já esgotaste o máximo de cafés que o teu corpo suporta num dia.
Quando bebes finos podias estar em casa a dormir mas quando precisas de um fino não o podes beber... porque não há, e porque não podes.

PS: Hoje regredi dois anos de idade física (na idade mental estou neste momento a aprender a escrever). Comi cerejas e, segundo a Srª Furúnculo tem antioxidantes mágicos e regeneradores… o equivalente a pó talco no rabinho mas para o corpo todo, por dentro e por fora.

PS2: I’m back. Resignado e expectante. Menos misterioso mas mais misterious, mas pelo menos bem disposto. Nonsense, faz-me um insensato e desequilibrado filho!

terça-feira, 23 de junho de 2009

Nie ma



Não pode ser… e o que não pode ser tem muita força. Tem mais ainda do que aquilo que pode ser.
O que não pode ser, pode-o, até que percebamos que não o pode ser.
O que não pode ser, começa por poder ser, para levar tempo a ser compreendido que não pode ser. O que não pode ser, pode nunca chegar a ser compreendido porque razão não o pode ser. O que não pode ser tem que ter um não a negrito, para que seja relembrado que não pode ser.
O que não pode ser ecoa constantemente, em surdina, em sussurro, muito baixinho, numa voz leve e tímida, que com medo pergunta, não pode ser porquê?
O que não pode ser, apetece mais que seja, mas, sabemos que não pode ser, e o que não pode ser tem muita força… mas pouca vontade.